quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

João Nuno Magalhães: 'Existem bons indicadores para a conclusão de negócios em 2010'

Existem bons indicadores para a conclusão de negócios, se as campanhas de marketing forem bem posicionadas. Estarei a ser optimista quando afirmo isto? De facto tivemos que "sofrer" em 2009 e confrontamo-nos com dois tipos de problemas: os vendedores não queriam diminuir os valores dos seus imóveis e os compradores também não queriam pagar o preço pedido pelos proprietários. Foi um ano de muito trabalho para ajustar a procura à oferta.

No mercado de primeira habitação os centros estão em Lisboa e Porto já para a segunda residência a escolha vai do Minho ao Algarve. Neste segmento, da segunda habitação e Turismo Residencial, devido a uma recessão acentuada de procura nos mercados tradicionais do norte da Europa os Promotores tiveram que se voltar para o mercado interno e aí, de facto, verificamos este ano a concretização de alguns negócios de moradias concluídas ou em fase final de conclusão.

Acredito que uma aposta em empreendimentos de qualidade é trabalhar de encontro à crescente exigência dos compradores. Exemplos concretizados que importa destacar: Vale dos Esquilos em Caminha e Vale do Lobo e Éden Resort no Algarve.

Existem bons indicadores para a conclusão de negócios durante o ano de 2010 se a aposta for bem direccionada a nível das campanhas de marketing estrategicamente desenhadas com vista a atrair a visita dos potenciais compradores aos empreendimentos.

Nas cidades de Lisboa e Porto e no segmento médio/alto, os compradores esperavam a baixa ou ajustamento de preços e isso aconteceu somente no segundo semestre.

O binómio preço/qualidade, a localização, e os acabamentos são determinantes numa decisão de compra e acresce ainda a estes três factores a confiança no Promotor e Construtor do imóvel, factor também determinante para quem analisa os vários projectos que se propõe a comercializar.

No final do ano assistimos a ajustamentos de preços que chegaram aos 25% e isso levou a algumas decisões rápidas de concretização de vários negócios que já estavam pendentes há vários meses.

Pesou também em 2009 a atitude da banca ao modificar drasticamente a sua política de concessão de crédito, isto é, passou a emprestar menos e a querer um reforço suplementar de garantias. Mesmo assim o produto existente foi-se escoando e como entretanto não surgiram novos projectos em 2009, o stock foi diminuindo e daí o meu optimismo para 2010.

João Nuno Magalhães
Director Geral da CBRE Porto e Responsável de Agência Residencial

Publicidado no DE

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