quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Retail na linha da frente com aceleração na procura de armazéns XX

De acordo com o mais recente estudo da CBRE, a reformulação das cadeias de abastecimento, impulsionada pelo rápido crescimento do comércio online, está a contribuir para um significativo aumento da procura de armazéns XXL (com área superior a 50.000 metros quadrados).

A remodelação das redes logísticas está a ser impulsionada por uma variedade de fatores, como um aumento da gama de produtos e da complexidade das encomendas, exigência de prazos de entrega mais curtos e a necessidade de flexibilidade para lidar com a volatilidade da procura. Estes fatores são particularmente relevantes para as cadeias de abastecimento que sustentam o crescimento do comércio online. A procura de instalações maiores, reflete ainda uma crescente perceção de que as cadeias de abastecimento quando geridas com eficácia, são um ativo estratégico que pode aumentar a rentabilidade para retalhistas e outros.

Estes fatores aumentaram os níveis de absorção dos armazéns XXL na Europa para um valor superior a 4 milhões de metros quadrados nos 18 meses decorridos desde o início de 2012. Este valor representa cerca de 14% do mercado industrial total, face a 5-6% nos dois anos anteriores, entre 2010 e 2011.

Nos principais mercados europeus, a absorção de armazéns XXL subiu para mais de 2,5 milhões de metros quadrados em 2012 e mantém-se a um nível similar no primeiro semestre de 2013. Os níveis de absorção tinham-se cifrado anteriormente em 1-1,5 milhões de metros quadrados por ano, no período de 2010-11. Embora o Reino Unido, França e Alemanha ocupem uma posição dominante, os armazéns XXL são responsáveis por uma percentagem crescente da atividade total de arrendamento na Europa.

“Verificamos, indiscutivelmente, um crescimento na procura de armazéns XXL decorrente da reconfiguração das cadeias de abastecimento e da consolidação das operações num maior número de mas de maior dimensão. Estas unidades abastecem grandes zonas, com mais eficiência de custos do que é possível com redes tradicionais.

“O comércio online mantém-se um importante motor da atividade logística e o seu futuro crescimento, introduzirá significativos desafios e oportunidades para as redes. Esta mudança exigirá o desenvolvimento de plataformas mais especializadas que terão de lidar com uma crescente procura de opções de entrega custo-eficientes”.

O crescimento do comércio online, e as necessidades associadas de melhor capacidade de processamento, aumento do número de alterações nas encomendas, e uma gestão de inventários mais eficiente, está a gerar o aumento da procura de edifícios maiores. Consequentemente, o setor de retail, incluindo o comércio online, foi responsável por mais de dois terços da absorção de armazéns XXL no período 2010-2013. Estas unidades de grande dimensão permitem ainda uma melhor gestão da informação, ligações mais próximas da carteira de clientes e proporcionam aos retalhistas uma perceção única do comportamento de compra dos consumidores.

Estes operadores de logística subcontratada (3PLs) também foram responsáveis por um volume significativo da absorção de armazéns XXL (22%) durante este período. Dado que os 3PLs operam por norma em representação de um ou mais clientes, é provável que este valor subavalie a contribuição dos retalhistas para a procura em termos gerais.

O setor está ainda a atrair interesse de investidores. Os armazéns XXL foram responsáveis por praticamente 20% do mercado de investimento no imobiliário industrial europeu desde o início de 2012, com o Reino unido, França e Alemanha a sobressaírem mais uma vez. A procura de projetos maiores por parte dos investidores está também a crescer fortemente na região Ásia-Pacífico e nas Américas onde há fortes indicadores de que os grandes fundos de pensões, fundos soberanos e outros investidores institucionais consideram este tipo de ativo como uma oportunidade para aplicar capital numa escala que de outro modo envolveria múltiplas aquisições.

O nível de atividade reflete a identificação generalizada por parte dos investidores da viragem estrutural dos retalhistas e gestores de cadeias de abastecimento para projetos de maior dimensão. Isto também indica que a prime yield assumida por alguns investidores para refletir riscos de subarrendamento e liquidez, poderá reduzir ao longo do tempo.

Fonte: CBRE