segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Francisco Horta e Costa: Baixo custo de escritórios prime em Lisboa atrai ocupantes internacionais

Segundo o estudo semestral da CBRE relativo à ocupação em escritórios prime em 126 mercados de todo o mundo, os custos de ocupação (renda e despesas comuns) continuaram a aumentar ao longo do ano transato, em consonância com a recuperação económica global.

Durante os 12 meses que terminaram no terceiro trimestre de 2013, os custos de ocupação em escritórios prime globais cresceram a um ritmo anual de 2,2%, uma subida face à taxa de crescimento de 1,4% registada durante os 12 meses terminados no primeiro trimestre de 2013.

A região das Américas registou a taxa de crescimento mais elevada em variação homóloga, com 4,6%, seguida pela Ásia-Pacífico, com 3,2%, e EMEA, com 0,4 %. Este posicionamento reflete a força relativa das condições da oferta e da procura para os espaços prime em cada região.

A cidade com custo de ocupação mais alto é Londres (West End) com um valor anual de 2.062,52 Euros por m2, seguida de Hong Kong (1.865 Euros/m2/ano) e Pequim com 1.567 Euros/m2/ano. Na Europa, a cidade mais cara a seguir a Londres é Paris, que apresenta um custo total de ocupação anual por metro quadrado de 970,97 Euros. Na nossa vizinha Espanha, os escritórios prime em Madrid custam 420 Euros/m2/ano, numa altura em que as rendas estão num valor bastante baixo.

Portugal. Os escritórios prime de Lisboa apresentam um custo anual por metro quadrado de 296,70 Euros. Segundo Francisco Horta e Costa, Diretor-Geral da CBRE Portugal, “esta é uma excelente oportunidade para que a cidade de Lisboa se afirme como uma cidade bastante competitiva face às suas congéneres europeias, podendo assim atrair ocupantes internacionais que procuram reduzir os seus custos de ocupação”. 

Francisco Horta e Costa acrescenta que “se não considerarmos as rendas prime, a diferença é substancialmente maior e a nossa competitividade aumenta. Além disso, Lisboa tem uma qualidade de vida incomparavelmente melhor que a maior parte das cidades objeto deste estudo”.

Fonte: CBRE