segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Rendas das casas no Porto voltam a descer

As rendas habitacionais no concelho do Porto voltaram a descer, apresentando uma trimestral quebra de 0,5%, revela o Índice de Rendas Confidencial Imobiliário referente ao 3º trimestre de 2013. Esta descida segue-se a uma valorização de 1,1% no trimestre anterior, que tinha recuperado fortemente face ao 1º trimestre (quando as rendas haviam decrescido 0,3% em termos trimestrais).

Ainda assim, em termos homólogos, as rendas continuaram a valorizar no 3º trimestre de 2013 (0,3% face ao mesmo trimestre de 2012), sendo este o segundo trimestre consecutivo a registar uma taxa homóloga positiva.

Em Lisboa, por seu turno, a descida foi menos acentuada no 3º trimestre (-0,3% face ao trimestre anterior), e a tendência é distinta, já que esta descida foi bastante menos acentuada (cerca de 1,4 pontos percentuais) do que a verificada no 1º trimestre, o que denota um abrandamento no ritmo de queda.

Este mercado também verificou uma melhoria da taxa de variação homóloga, que no 1º trimestre era de -2,7%, evoluindo para -1,9% no 2º trimestre e para -1,3% no 3º trimestre, o que quer dizer que ao longo do ano, a descida de rendas tem vindo a atenuar-se face a 2012.

Relembre-se que a nível nacional (de Portugal Continental), depois de uma recuperação trimestral para terreno positivo no 2º trimestre de 2013 (as rendas tinham crescido 0,8%), as rendas das casas em Portugal voltaram a descer no 3º trimestre face ao trimestre anterior (-0,4%). Ainda assim, este valor evidencia uma recuperação de 0,4 pontos percentuais face à descida que se tinha feito sentir no 1º trimestre do ano.

Em termos homólogos, as rendas desceram 0,7% no 3º trimestre de 2013, representando uma recuperação quer face à variação homóloga registada no trimestre anterior (-1,0%) quer face à observada no 1º trimestre do ano (-2,2%).

Nota: O Índice Confidencial Imobiliário recorre à informação disponível no portal LardoceLar.com, desenvolvido e gerido pela Caixatec e que agrega a carteira de mais de 1.400 empresas de mediação imobiliária, numa oferta total acumulada de cerca de 500 mil imóveis. Assenta numa metodologia que contempla mecanismos de ajustamento de qualidade, nomeadamente estratificação e cálculo de preços-hedónicos. 

Fonte: Ci