quarta-feira, 5 de março de 2014

Elisabete Rodrigues: Tábuas de salvação

As Câmaras Municipais de todo o país basearam, durante décadas, a sua saúde financeira nas receitas provenientes da construção e do imobiliário. As sisas (agora IMT), as licenças de construção, a contribuição autárquica (atual IMI), enchiam os cofres das Câmaras de cada vez que uma casa era comprada, vendida ou construída, por este país fora.

Durante muito tempo, os chatos dos ecologistas chamaram a atenção para os perigos de um tal modelo de financiamento das autarquias, que, entre outras coisas, fazia com que os seus responsáveis mais facilmente cedessem às pressões dos interesses imobiliários, porque isso significava mais dinheiro para os cofres das Câmaras (e, tantas vezes, para os bolsos de técnicos e autarcas…).


Fonte: Sulinformacao.pt