sexta-feira, 9 de maio de 2014

Imobiliário cai 24% até 2018, em caso de deflação

Ainda há bem pouco tempo, falamos aqui do impacto no imobiliário de um longo período deflacionário no Japão. Vimos que os preços caíram bastante, parecendo só agora, após quase 20 anos, estar a recuperar.

E o que aconteceria na Europa se entrássemos num cenário deflacionário de longo prazo? A DTZ, através de um research muito interessante, procura dar algumas pistas. Antes de mais, quais são os riscos e consequências para a economia, em geral, de um período de deflação:
  • As taxas de juro, em termos reais, sobem. Os consumidores ficam tentados em poupar em vez de consumir. Aliás, Portugal experimentou isto mesmo durante uns largos meses, já durante a corrente época recessiva;
  • Em termos reais, a dívida será mais cara e aumentará de valor, complicando ainda mais a vida às economias muito endividadas - como é o caso de Portugal e de grande parte dos Países Europeus;
  • A deflação, aliada a uma fraca procura por espaços imobiliários, leva a uma descida das rendas. Este é, mais uma vez, o caso de Portugal nos últimos anos, no sector de escritórios: baixa procura, mesmo com uma reduzida oferta, tem levado a uma descida sustentada das rendas médias, com consequente desvalorização das carteiras.
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Fonte: Out of the Box