segunda-feira, 26 de maio de 2014

Investimento em retalho totaliza €10,8 mil milhões no primeiro trimestre do ano

De acordo com os mais recentes dados da Cushman & Wakefield (C&W) o mercado de investimento imobiliário no setor de retalho na região EMEA tem vindo a crescer desde o final de 2013. No entanto a procura supera a oferta disponível de imóveis de qualidade e nos mercados principais, o que está a levar os investidores a procurar ativos em zonas secundárias e/ou imóveis de qualidade inferior.

Os mercados core da Alemanha, Reino Unido e França registaram em conjunto uma quota de mercado de 68% do investimento imobiliário do setor no primeiro trimestre comparando com os 60% registados no mesmo período de 2013.Contudo, alguns mercados mais pequenos observaram aumentos significativos de investimento em retalho como Espanha, Áustria, Itália, Irlanda e Holanda.

O investimento em centros comerciais começa a ser o enfoque de um vasto leque de investidores, como mostrado pelo recente interesse de investidores chineses e malaios no mercado do Reino Unido, especialmente em projetos de grande dimensão. Enquanto a maioria do investimento é direcionado para os centros comerciais, os investidores privados por seu lado continuam a preferir investimentos em lojas de rua nos principais destinos de retalho mundiais.

Na Europa Central e de Leste, a Polónia e a República Checa tiveram um bom desempenho no primeiro trimestre do ano, enquanto a Rússia e a Ucrânia registaram um decréscimo na atividade de investimento pela incerteza politica vivida nesses países.

A Europa do Sul continua em crescente popularidade no mercado de investimento imobiliário, com Espanha a liderar o interesse dos investidores mas também Itália e Portugal a captarem a atenção das principais casas de investimento.

Portugal. Em Portugal o setor de retalho foi responsável por 60% do total de investimento comercial em 2013, que se situou nos € 323,5 milhões. O dinamismo deste setor tem-se mantido ao longo do início de 2014, concentrando cerca de metade do volume transacionado, valor ao qual acresce a compra de 50% do AlbufeiraShopping e Centro Comercial Continente de Portimão pela Sonae Sierra à Grosvenor.

A procura no mercado nacional é notoriamente maior, especialmente para comércio de rua em Lisboa e Porto e centros comerciais de primeira linha, o que levou no primeiro trimestre de 2014 à descida generalizada das yields prime, situando-se o comércio de rua nos 6,5% e os centros comerciais nos 7,5%.

Fonte: Cushman & Wakefield