quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mercado de Escritórios 'animado' com as melhorias económicas

Os Snapshots Portugal, publicados trimestralmente pela Cushman & Wakefield, resumem a atividade dos setores de escritórios, retalho e industrial em cidades-chave, analisando tendências recentes, bem como dados de mercado e o seu impacto no setor imobiliário comercial.

Segundo a última edição publicada, ao longo do primeiro trimestre de 2014 os sinais de recuperação das condições económicas nacionais tiveram um impacto positivo na atividade do mercado imobiliário nacional. Em relação ao setor do retalho, a maioria dos retalhistas aparenta ter iniciado um novo ciclo na sua operação, com menor enfoque na redução de custos e um investimento crescente em novos conceitos. 

O retalho de rua mantém-se como o setor mais dinâmico, particularmente em Lisboa e Porto, onde o elevado nível de procura se tem vindo a alastrar das localizações prime a zonas adjacentes.

Verifica-se igualmente um maior interesse por parte dos investidores no setor que conduziu a uma contração das yields prime em 50 pontos-base no comércio de rua e 25 p.b. em centros comerciais e retail parks.

A recuperação gradual da procura deverá manter-se ao longo de 2014, embora ainda sobretudo direcionada aos produtos prime, criando as bases para uma maior estabilidade e consistência no setor de retalho.

Quanto ao mercado de escritórios, o início de 2014 tem sido caracterizado por uma maior atividade ao nível da procura que deve manter-se ao longo do ano. O volume de absorção no primeiro trimestre do ano atingiu um total de 17.300 m², um valor que, apesar de ainda baixo, foi substancialmente superior ao mesmo período de 2013. As zonas com maior procura foram mais uma vez o Parque das Nações (zona 5) e Corredor Oeste (zona 6).

O ajustamento da oferta futura reflete a cautela dos promotores de escritórios. Num total de 50.000 m² atualmente em construção, metade tem pré-ocupação garantida. Esta dinâmica da oferta deve contribuir para uma manutenção da tendência de descida nas taxas de desocupação.

O mercado de investimento tem vindo também a registar um maior interesse no setor, com as yields prime na zona 1 a contraírem 50 p.b. para os 7%.

No setor de logística e industrial, a melhoria da atividade económica não teve ainda um impacto visível. Embora as rendas se tenham mantido estáveis ao longo do primeiro trimestre do ano, estas continuam sobre pressão negativa uma vez que a procura é ainda caracterizada por estratégias de redução de custos de ocupação.

Ainda assim, o interesse dos investidores no setor também se tem vindo a sentir neste segmento, traduzido por uma correção das yields no primeiro trimestre do ano, situando-se atualmente 9.25% em Lisboa e 10% no Porto.

Snapshots Portugal Q1 2014

Fonte: Cushman & Wakefield