quarta-feira, 7 de maio de 2014

Mercado europeu de arrendamento a recuperar

Com base no mais recente estudo de research do BNP Paribas Real Estate sobre os principais mercados de escritórios na Europa Ocidental, a Consultora Imobiliária Worx (first provider*) analisa ainda os dados de Portugal, para um enquadramento global da recuperação económica em causa.

As condições económicas estão a melhorar lentamente na Europa. O PIB diminuiu 0,4 % em 2013 na zona do euro mas, a ligeira recuperação no último trimestre (na ordem dos 0,3%), indica um provável crescimento do mercado.

Enquanto a atividade económica foi  lenta em França e na Alemanha, no Reino Unido teve um bom desempenho (acima dos 1,8%) e, em 2014, espera-se que os mercados de Espanha e Itália dêem a volta.

No entanto, o emprego na zona euro contínua frágil e a taxa de desemprego ainda está num nível elevado, depois de atingir um pico de 12%, no 3º trimestre de 2013.
Consequentemente, o take-up de escritórios nas nove principais cidades europeias analisadas pelo BNP Paribas Real Estate, ganhou ímpeto no 1º trimestre de 2014, comparativamente com o período homólogo em 2013 (acima dos 9%).
Segundo Joana Fonseca, responsável pelo departamento de Research & Consultancy da Worx Real Estate Consultants, “em Portugal, os dados seguem a tendência europeia com o aumento do take-up no primeiro trimestre de 2014 que ascendeu aos 17.258 m2, o que se traduz num aumento de 42% face ao mesmo período de 2013 cujo take-up foi de apenas 12.128 m2.”

A procura de escritórios mostrou um desempenho constante em Paris (acima dos 14%), Londres (acima dos 3%) e, especialmente, nas quatro grandes cidades da Alemanha (acima dos 24%), impulsionada por um número significativo de grandes negócios, pendentes desde 2013.

Embora com uma queda na performance excepcional do 1º trimestre de 2013, o volume de take-up em Madrid teve uma boa dinâmica no 1º trimestre de 2014, situando-se acima dos 100.000 m². Por outro lado, Milão e Bruxelas foram ficando para trás onde a atividade se mostrou moderada.

Em média, a taxa de desocupação nas nove principais cidades analisadas pelo BNP Paribas Real Estate, subiu ligeiramente para os 20pb desde o 1º trimestre de 2013, como resultado de uma maior expansão da oferta de escritórios, dinamizada por espaços novos e usados.

No entanto, esse padrão não é consistente em toda a Europa pois as cidades alemãs viram a sua da taxa de desocupação descer no 1 º trimestre de 2014.
Espera-se o fecho de grandes negócios nos próximos 2 anos em Paris, Londres e Alemanha. Por outro lado, espera-se a disponibilidade de alguns edifícios em Milão, Madrid e Bruxelas, onde as taxas de desocupação já ultrapassaram os 10%. 

Portugal. No nosso país, “a taxa de desocupação tem sofrido uma pressão ascendente e a comparação entre os dois primeiros trimestres de 2014 e 2013 revela um ligeiro aumento do ano passado para este com a taxa de desocupação a situar-se nos 13,22%”, conforme analisado por Joana Fonseca.

Apesar do impulso na taxa de desocupação, as rendas prime de escritórios mantiveram-se estáveis, em geral, nos últimos 3 meses. Os inquilinos ainda preferem as áreas CBD, onde a escassez de oferta permite a manutenção dos valores de arrendamento. No entanto, para as rendas médias não existe uma imagem fragmentada: enquanto cresceram substancialmente nos últimos 4 trimestres em West End e Paris CBD, caíram em Frankfurt e Madrid CBD, no 1 º trimestre de 2014.

Em Portugal, “a renda prime mantém-se estável neste primeiro trimestre enquanto as rendas médias têm sofrido ajustamentos em baixa transversais a todas as zonas do mercado”, conclui Joana Fonseca.

Fonte: Worx