segunda-feira, 16 de junho de 2014

Grupo CBRE com forte crescimento das receitas e lucro no primeiro trimestre de 2014

“Estamos muito satisfeitos com a solidez com que 2014 arrancou”, afirmou Bob Sulentic, Presidente e CEO da CBRE. “Gerámos um crescimento muito forte das receitas e dos lucros nas nossas regiões globais e em praticamente todas as linhas de negócio. O nosso desempenho neste período reflete os contínuos investimentos que realizámos nos nossos talentos e recursos, bem como o sucesso dos nossos colaboradores na criação de valor para os nossos clientes. É a soma de todos estes aspetos que nos permitiu captar a quota de mercado adicional”.

A CBRE registou um forte crescimento das receitas nas suas três regiões globais. A região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) impôs um ritmo enérgico com um aumento das receitas de 127% (122% em moeda local), impulsionado por contributos da aquisição da empresa especializada em serviços de engenharia técnica em edifícios, Norland Managed Services Ltd, no final de dezembro de 2013, e pelo crescimento orgânico, na ordem dos dois dígitos, nas principais linhas de negócio. Excluindo os contributos da Norland, as receitas da região EMEA aumentaram 32% (27% em moeda local), uma vez que a atividade do mercado continuou a recuperar, em sintonia com o aumento da atividade económica e da confiança dos investidores na Europa.

Na região das Américas, o maior segmento de negócio da CBRE, as receitas também aumentaram na ordem dos dois dígitos, subindo 10% durante o trimestre. Os catalisadores deste crescimento foram a venda de imóveis (com uma subida de 38% nos Estados Unidos e 17% na região), o arrendamento (subiu 10%) e o outsourcing para ocupantes (subiu 13%).

A região Ásia-Pacífico registou um sólido crescimento das receitas, impulsionado por uma forte e contínua retoma na venda de imóveis. Contudo, a conversão de moeda estrangeira continuou a desvalorizar o crescimento da CBRE na região. As receitas da Ásia-Pacífico subiram 18% em moeda local e 8% depois da conversão para dólares americanos.

Refletindo um mercado de investimento global fortemente ativo e o papel central da CBRE na facilitação de fluxos de capitais internacionais, as receitas globais de venda de imóveis subiram 27% neste trimestre. O crescimento na região EMEA foi particularmente sólido, com um aumento das receitas de vendas de 61%. A CBRE beneficiou da recuperação da atividade nos mercados da Europa continental, que tinham sido afetados pela recessão económica, e do contínuo crescimento na Alemanha e Reino Unido.

O negócio de outsourcing para ocupantes da CBRE, o Departamento de Global Corporate Services (GCS), continuou em franco crescimento. As receitas do GCS aumentaram 61%, refletindo um crescimento orgânico de 12%, complementado por fortes contributos da recente aquisição da Norland. “A equipa da Norland realizou um excelente trabalho de integração com a nossa oferta geral de GCS na Europa”, afirmou Bob Sulentic. “Estamos a beneficiar significativamente da contínua expansão orgânica da base comercial da Norland e do nosso êxito na apresentação das suas competências técnicas aos clientes ocupantes da CBRE. Estamos satisfeitos com as perspetivas de crescimento reforçado que a Norland nos proporciona”.

O primeiro trimestre foi ainda um dos melhores períodos do GCS para novos negócios. A CBRE celebrou contratos com 25 novos clientes e expandiu a oferta de serviços com 24 clientes já existentes. As regiões EMEA e Ásia-Pacífico estiveram particularmente ativas, com o progressivo aumento da adesão das empresas internacionais ao outsourcing. Durante este trimestre, a CBRE assinou contratos de outsourcing com ocupantes internacionais, como o Alibaba Group, Société Générale e Wipro.

As receitas globais de arrendamento subiram 10%, assinalando o terceiro trimestre consecutivo com crescimento na ordem dos dois dígitos. As receitas de arrendamento da região EMEA subiram 16%, impulsionadas pelo aumento de atividade no Reino Unido. As receitas de corretagem hipotecária para imóveis comerciais subiram 13%, apesar de, tal como se esperava, a atividade de financiamento ter diminuído com as Empresas Apoiadas pelo Governo dos Estados Unidos. Este decréscimo foi mais do que compensado pelo aumento da concessão de empréstimos nos Estados Unidos com outras fontes de capital e uma atividade de vendas de empréstimos acentuadamente mais elevada.

Região EMEA (principalmente Europa) 
  • As receitas subiram 127% (122% em moeda local), para 518,7 milhões de dólares, face a 228,6 milhões no primeiro trimestre de 2013. A melhoria foi alargada, dado que as principais linhas de negócio registaram crescimento na ordem dos dois dígitos. O desempenho melhorou em vários países, principalmente no Reino Unido. Excluindo os contributos da Norland, as receitas da região EMEA aumentaram 32% (27% em moeda local) face ao período homólogo do ano anterior. 
  • O EBITDA subiu para 23,4 milhões de dólares face a uma perda de EBITDA de $0,5 milhões no primeiro trimestre do ano anterior. 
  • O resultado operacional totalizou 5,1 milhões de dólares, comparativamente com uma perda operacional de 6,2 milhões de dólares no período homólogo de 2013. 

Gestão de Investimento Global (operações de gestão de investimento nos EUA, Europa e Ásia)
  • As receitas totalizaram 112,5 milhões de dólares por comparação a 126,6 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2013. 
  • Excluindo custos não recorrentes, o EBITDA desceu para 29,8 milhões de dólares, face a 40,3 milhões de dólares no primeiro trimestre do ano anterior. O EBITDA (incluindo custos não recorrentes) desceu para $28,3 milhões, face a $40,3 milhões no primeiro trimestre de 2013. 
  • O resultado operacional totalizou 18,1 milhões de dólares, face a 30,1 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2013. 
  • Este negócio está a transitar do reconhecimento de lucros, em 2013, para a utilização de capitais, em 2014, e tem capitais no valor de aproximadamente 5,3 mil milhões de dólares para utilizar, no seguimento de uma forte captação de capitais em 2013 e no início de 2014. A venda de ativos no valor de praticamente 10 mil milhões de dólares em 2013, a anteriormente anunciada decisão de abandonar a gestão de um REIT (Fundo de Investimento Imobiliário) privado e as comissões de mercado mais baixas na Europa continental conduziram a receitas, resultado operacional e EBITDA mais baixos no primeiro trimestre de 2014.

Fonte: CBRE