sexta-feira, 20 de junho de 2014

Turismo impulsiona reabilitação no centro histórico do Porto

De acordo com a Confidencial Imobiliário, tendo por base a informação referente ao licenciamento municipal de obras no município do Porto, no 1º trimestre de 2014 cerca de metade dos fogos licenciados para reabilitação são integrados em projetos de alojamento coletivo*, habitualmente destinados ao setor turístico como são os casos dos hostels.

Neste período, foram licenciados para reabilitação 7 empreendimentos deste tipo, que incluíam um total de 28 fogos, estando todos localizados no coração da zona histórica da cidade, designadamente nas freguesias da Sé, Vitória e São Nicolau.

No total do trimestre, a autarquia Portuense emitiu licenças para 57 fogos inseridos em projetos de reabilitação, sendo que além destes 28 fogos em projetos de alojamento coletivo, os restantes 29 dizem respeito a um só empreendimento localizado na freguesia do Bonfim.

Estes números comparam com a pouca dinâmica do licenciamento para habitação nova, que, no 1º trimestre de 2014, registou apenas um total de 4 fogos licenciados em todo o concelho.

Na análise aos últimos 12 meses (período compreendido entre o 2º trimestre de 2013 e o 1º trimestre de 2014), a emissão de licenças para habitação nova no Porto totalizou os 55 fogos, numa tendência trimestral descente. Já no caso do licenciamento de obras em edificado (reabilitação), o volume de fogos residenciais licenciados nesse período de 12 meses foi de 104 unidades.

Fonte: Ci

* O termo correto deste tipo de alojamento é “convivências”, definido pelo INE como um alojamento coletivo que ocupa a totalidade ou parte de uma construção permanente ou de um conjunto de construções permanentes ou de circunstância, e que se destina a ser habitado por um grupo numeroso de pessoas submetidas a uma autoridade ou a um regime comum e ligadas por um objetivo ou interesses pessoais comuns.