sexta-feira, 1 de agosto de 2014

AML aprova alteração do Plano de Pormenor da Luz-Benfica

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta semana a Alteração do Plano de Pormenor do Eixo Urbano Luz-Benfica, que altera os usos da parcela 40, onde se situa o atual quartel dos Bombeiros, prevendo que essa parcela seja destinada a outros usos, além do uso de equipamento. A proposta foi aprovada por maioria dos votos tal como foi a seguir a proposta do lançamento de uma hasta pública sobre esse mesmo lote 40.

O Presidente da Câmara de Lisboa referiu que “o município fez um estudo durante vários anos sobre a revisão do dispositivo” do Regimento de Sapadores Bombeiros, tendo concluído que as atuais instalações da terceira companhia são “desadequadas para a organização” que a corporação deve ter. A título de exemplo, o Presidente da CML informou que nos quatro mil metros quadrados do actual quartel do Colombo estão “entre 15 a 20 homens por turno”. António Costa recordou que a proposta 569/2013, na qual estava prevista esta revisão do dispositivo de segurança da cidade, foi aprovada pela Câmara no mandato anterior sem votos contra e nunca foi questionada pela Assembleia Municipal.

De acordo com a revisão do dispositivo de segurança, os meios do RSB serão concentrados em Chelas e a maioria dos quartéis do RSB de Lisboa serão transferidos para postos avançados, mais pequenos e operacionais, como sucede noutras cidades do mundo, tendo o Presidente da CML invocado Nova Iorque como exemplo dessa solução.

Sobre a Sala de Operações Conjunta (SALOC), situada no mesmo local que o quartel e sobre a sua relocalização para Monsanto prevista na proposta de revisão do dispositivo, António Costa esclareceu que “não é um investimento perdido”, porque se trata de “equipamento, que tanto pode estar ali como ser relocalizado”. Finalmente, o museu poderá ir para “a Graça ou Alvalade”, especificou. Recorde-se que o museu tem apenas 250 visitantes por ano, o que não abona a favor da sua atual localização.

Com a criação do posto de socorro avançado na zona de Carnide, que vai substituir o quartel do Colombo, António Costa garantiu que a autarquia vai gastar “muitíssimo menos” do que o valor estipulado como base de licitação para a hasta pública.

O Presidente do executivo camarário sublinhou ainda que “o município não pode ter critérios de gosto em relação aos potenciais interessados”, pelo que “tem de vender o seu património de forma transparente, devidamente valorizado”. “Espero que a hasta pública seja concorrida para subir o preço mais um bocadinho”, adiantou António Costa.

Fonte: CML