segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Confirmação

Os números das transações imobiliárias realizadas em Portugal no primeiro semestre do corrente ano confirmam 2014 como um ano de retoma. As transações tem vindo a aumentar há quatro trimestres consecutivos, marcando o regresso do imobiliário à primeira linha do esforço nacional para o crescimento económico e para o desejável desenvolvimento que lhe deve estar associado.

A minha percepção, como empresário do sector e dirigente do movimento associativo empresarial, vai, há muito, no sentido agora confirmado pelo rigor dos números contabilizados - os 47,9 mil imóveis transacionados no primeiro semestre do ano (relativos a prédios urbanos, rústicos e mistos) correspondem, no que respeita ao segundo trimestre, a um aumento de 3% face ao período homólogo de 2013

Dados que revelam um sector mais otimista, influenciado pelas dinâmicas do próprio mercado, entre as quais se destaca o investimento estrangeiro, investimento estimulado por programas como a Autorização de Residência para Investimento (Vistos Gold) ou o Regime Fiscal para Residentes Não Habituais. Importa consolidar este otimismo e estes programas âncora, limando alguns aspectos que possam ainda não estar bem conseguidos.

A evidente atração que o imobiliário português tem vindo a registar em mercados externos também influencia, de forma positiva, o mercado interno pela crescente confiança nestes ativos imobiliários seguros como refugio de investimentos e poupanças seguros.

Isto vê-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, responsáveis por cerca de 14% das transações registadas no país, embora sete dos dez municípios mais dinâmicos neste aspecto não integrem aquelas áreas metropolitanas - Loulé, Leiria, Pombal, Viseu, Águeda, Barcelos e Vila Nova de Famalicão.

Outro número significativo é o dos mais de 80 municípios portugueses que ultrapassam, neste período, as 200 transações imobiliárias, valor que contribui para este retrato bem conseguido do sector, retrato bem difícil de obter num passado ainda recente.

Que esta tendência se mantenha e não seja travada por situações anómalas e inesperadas, alheias ao próprio sector.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP

Fonte: Apemip