terça-feira, 5 de agosto de 2014

Tendências de investimento em imobiliário em retalho na europa

O setor do retalho continua a crescer no mercado imobiliário europeu, tendo os volumes de investimento aumentado no segundo trimestre do ano devido a uma maior oferta de produto, a um aumento generalizado da confiança macroeconómica, e às evidências de que o volume de vendas por parte dos retalhistas estabilizou. Tomando como base o volume de negócios a decorrer, bem como os que estão previstos, é muito provável que a atividade no setor continuará a crescer na segunda metade de 2014.

Os volumes de investimento aumentaram 39% no segundo trimestre quando comparados com o primeiro trimestre de 2014, superando o crescimento geral do mercado de 20%. Como resultado, o setor do retalho aumentou a sua quota de mercado, e o volume de investimento alcançado de €14,7 mil milhões no 2º trimestre foi o mais alto num segundo trimestre desde 2007.

De acordo com Marta Esteves Costa, associate, diretora do departamento de Reserach & Consulting da Cushman & Wakefield, “A melhoria generalizada no sentimento de mercado é uma boa notícia mas o fator chave para o aumento da atividade no setor é a maior disponibilidade de produto de qualidade. Até à data, os mercados core têm sido fundamentais para a maior atividade no setor mas tem-se também registado uma forte procura no Sul da Europa, nomeadamente em Espanha, que tem vindo a assumir-se como um dos mercados mais importantes na região”.

Portugal. Os mercados do Sul da Europa aumentaram a sua quota para 10% comparando com 7% registado no primeiro trimestre do ano, sendo que mercados como Portugal e a Hungria estão a ser alvo de um maior interesse por parte dos investidores.

Relativamente a Portugal, Marta Esteves Costa comenta, “o interesse no setor de retalho não é ainda tão evidente. De entre os cerca de € 120 milhões de investimento em imobiliário comercial até à data, menos de um quarto foram alocados ao setor de retalho. Ainda que os níveis de consumo estejam em recuperação desde o início do ano, e que a economia mantenha sinais positivos, os investidores mostram ainda alguma cautela quanto ao investimento neste sector, preferindo ativos de escritórios em localizações prime.

A exceção a esta situação são as lojas de rua no centro de Lisboa, em particular na Avenida da Liberdade ou no Chiado, onde a procura por parte de investidores tem vindo a aumentar substancialmente. Contudo, até ao fim do ano é expectável que venham a ser conhecidas transações de conjuntos comerciais, uma vez que ainda que com menor intensidade que outros setores, estes ativos têm vindo a despertar um interesse crescente em investidores, maioritariamente internacionais.”

Fonte: Cushman & Wakefield