segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Investimento em imobiliário comercial ascende a 115 M€ no 1º semestre

De acordo com o mais recente estudo da CBRE, o mercado de investimento em imobiliário comercial na Europa continuou o forte desempenho no primeiro semestre de 2014, com França e Alemanha a liderar este crescimento e Países Baixos, Suécia e Espanha a contribuir significativamente.

O investimento total em imobiliário comercial atingiu 46 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2014, elevando o total do primeiro semestre do ano a 84 mil milhões de euros, face a 67 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2013. A taxa de crescimento tem sido consistente desde o final de 2012, fixando-se em 30% por ano, aproximadamente.

Portugal. O investimento em imobiliário comercial em Portugal ascendeu a 115 milhões de euros no primeiro semestre do ano, um valor ligeiramente inferior ao registado no período homólogo e um número idêntico de negócios - 13 este semestre. Refira-se que, em 2013, o investimento do primeiro semestre foi alavancado por um único negócio, a alienação de 50% do CascaiShopping à Sonae Sierra, que representou 70% do total investido nesse período.

Destaca-se, no período em análise, a alienação das instalações da EDP no Marquês de Pombal (num total de quatro edifícios) a um investidor americano, e a venda do edifício Duque de Palmela 23, sede de uma firma de advogados, a um investidor asiático. Estes negócios foram assessorados pela CBRE e dizem respeito a edifícios de escritórios localizados no CBD 1.Refira-se ainda a compra por parte do Sierra Portugal Fund de uma quota de 50% em dois centros comerciais localizados no Algarve, nos quais já detinha a restante participação.

Do número total de negócios realizados em Portugal, 60% foi realizado por investidores estrangeiros. Também a grande maioria do volume total de investimento, 84%, provém do estrangeiro, nomeadamente dos EUA, da China e do Brasil.

Jonathan Hull, Managing Director, do Departamento de Capital Markets da região EMEA da CBRE, comenta: “O investimento institucional direto mantém-se geralmente nos segmentos core e core-plus do mercado imobiliário ao longo do ciclo imobiliário, não é por isso coincidência que esta mudança se opere num momento em que se verifica uma maior predisposição para o risco por parte dos investidores. Contudo, a dimensão e velocidade da mudança em apenas doze meses é mais um sinal da rapidez com que o clima de confiança se inverteu.

“O aumento do número de transações de grandes portfolios é também um indício da força da procura dos investidores, tal como o é o crescente potencial de um ‘portfolio premium’, em que os investidores estão preparados para pagar mais por um portfólio do que pagariam pelos ativos individuais separadamente”.

O primeiro semestre de 2014 registou ainda um aumento significativo da atividade de compra por investidores com sede nos Estados Unidos, com as aquisições a alcançarem praticamente 11,5 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2014, por comparação a 6,3 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2013. O Reino Unido atraiu a maior parte deste investimento (36%), com Alemanha (23%) e França (17%) também como destinos privilegiados. Irlanda e Itália também receberam mais de 0,5 mil milhões em investimento dos Estados Unidos.

A mudança mais relevante em termos de nacionalidade dos compradores na Europa durante o primeiro semestre de 2014 foi o aumento da atividade de aquisição por parte dos investidores com sede nos Estados Unidos, que foram responsáveis por 63% do investimento inter-regional. Destaca-se ainda a mudança para investimento líquido positivo dos Estados Unidos. Nos últimos anos, as vendas realizadas por investidores dos Estados Unidos corresponderam praticamente ao valor das aquisições. Contudo, só no primeiro semestre de 2014 as aquisições ultrapassaram as vendas em 4,5 mil milhões de euros.

Os investidores com sede nos Estados Unidos interessaram-se por um conjunto de destinos europeus, com ativos adquiridos em pelo menos 15 países europeus como investimento no primeiro semestre deste ano. A cidade que atraiu a maior concentração de investimento dos Estados Unidos foi Paris, com praticamente 1,9 mil milhões de euros.

Chris Ludeman, Global President do Departamento de Capital Markets da CBRE, comenta: “Com a expansão do volume dos negócios de imobiliário comercial nos Estados Unidos, as variações dos preços nos mercados nacionais e a melhoria das perspetivas da economia europeia levaram os investidores dos Estados Unidos a interessarem-se na Europa de forma mais ambiciosa do que nos últimos anos. Este investimento é dominado por gestoras de fundos, mais do que pela compra direta de investidores, portanto em certa medida estas representam um canal de capital global mais do que apenas capital dos Estados Unidos. Contudo, o aumento ao longo dos últimos trimestres tem sido notável.

Fonte: CBRE