quinta-feira, 16 de outubro de 2014

InCI publicou Relatório Anual do Setor da Construção em Portugal 2013.

O Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI) publicou a edição de 2013 do "Relatório anual do setor da construção em Portugal".

O relatório refere que no nosso país "os anos 2011 e 2012 ficaram marcados por desacelerações significativas na atividade económica. O ano de 2013 começou ainda com a atividade económica em queda, no entanto não tão acentuada como nos dois anos anteriores.
Destaque-se o abrandamento do crescimento nos EUA e no Japão e um crescimento mais moderado na União Europeia, com evoluções muito distintas nos estados membros.

As economias emergentes também desaceleraram, apesar dos países asiáticos continuarem com um elevado dinamismo.

O sector da construção, habitualmente um sector sensível e que funciona como barómetro da economia nacional, acabou por sentir os efeitos da crise, tendo visto a sua situação degradar-se, nomeadamente quanto ao volume de negócios e, consequentemente, quanto ao seu contributo para o investimento nacional, sabendo-se, além disso, o peso que esta indústria representa no mercado nacional de emprego.

As perspetivas no mercado nacional para o ano de 2014 não serão, seguramente, as que o sector desejaria, não só por via da retração do investimento privado, mas também pelas restrições de natureza orçamental com que Portugal se debate, que impõem contenção na despesa pública e, inevitavelmente, também no investimento público, restrições essas, aliás, que vêm afetando a capacidade de investimento do Estado desde o início da década, e que têm vindo a afetar negativamente a dimensão do mercado interno da construção.

O sector continuará a ter que enfrentar uma conjuntura desfavorável – os grandes ajustamentos eram previsíveis face aos excessos da construção nova em Portugal nas últimas duas décadas, quer de edifícios, quer de infraestruturas.

A solução imediata para as empresas do sector, designadamente para as de maior dimensão, passa, em grande parte, pela internacionalização, seja no continente Africano (designadamente Angola e Moçambique) ou no continente Americano (Estados Unidos e Brasil), pese embora a dimensão comparativa não muito favorável das nossas maiores empresas no contexto internacional e mesmo no contexto europeu.

No plano interno, aguarda-se, com expectativa que as medidas legislativas que o Governo tem vindo a tomar incentivem o investimento privado na reabilitação urbana, mercado que se apresenta como atrativo para as empresas do setor da construção, em especial para as PME nacionais."

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Fonte: InCI