quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Segurança

O extraordinário comportamento do mercado imobiliário português no ano de 2014, em grande parte em conivência com o Turismo, com investimentos que mais do que duplicaram o valor investido em 2013, na maioria dos casos, com origem no estrangeiro, mostra à evidência como o nosso património construído continua a ser um refúgio seguro até para quem conhece muitos destinos no Mundo.

Investidores oriundos das chamadas economias emergentes, os chamados países BRIC, trouxeram-nos centenas de milhões de euros, relançaram reabilitações urbanas, mantiveram projetos turísticos existentes e, tão ou mais importante, reacenderam a esperança interna neste mesmo mercado tão acarinhado pelas famílias portuguesas, por tradição e necessidade.

Dados recentes tornados públicos revelam que brasileiros, russos, indianos, chineses (para citar todas as nacionalidades que integram a sigla BRIC) e ainda angolanos, norte-americanos ou espanhóis estão a apostar em Portugal não apenas em espaços residenciais, reabilitados ou para reabilitar, mas também em escritórios particularmente se bem localizados.

Pelo volume de negócios verificado neste mercado, há realmente uma retoma do imobiliário português que se projeta para 2015 com negócios iniciados ainda em 2014 e com a própria dinâmica gerada por esta descoberta do Portugal Imobiliário. O ano que agora começa promete, sendo desejável que a componente preço competitivo não resvale nos perigos da deflação, em parte também gerada pela excessiva queda do preço do petróleo.

Em nome de um bom ambiente para os negócios, devemos mantermo-nos atentos à necessidade de um desenvolvimento harmonioso, preferencialmente numa economia global também harmonizada, necessidade que passa pelo justo equilíbrio de mercados tão sensíveis como é o do preço do petróleo bruto. As poupanças que possam existir na fatura da importação do crude podem não compensar os efeitos que uma possível deflação sempre acabará por gerar e isto também pesa no imobiliário.

Mas 2015 está a levantar voo e promete uma velocidade de cruzeiro como há muito não víamos. Com todos os cuidados que uma aposta, em segurança, na Economia exige.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP

Fonte: Apemip