quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Vistos Gold, uma aposta para durar

Em Portugal como medida emblemática para a área da economia, destaca-se o programa de atribuição de vistos de residência a cidadãos extracomunitários que invistam um valor mínimo de 500 mil euros em património imobiliário sito em Portugal, ou que, invistam no sector produtivo nacional, criando 10 postos de trabalho, ou ainda, que transfiram 1 milhão de euros para efeitos de depósito bancário ou para aquisição de ações.

Esta medida visa a captação de investimento estrangeiro e tem provado produzir resultados muito positivos, quer na ótica dos seus beneficiários diretos (cidadãos extracomunitários), quer na ótica do Estado português, da banca e dos sectores de atividade conexos.

Em concreto, permite aos cidadãos extracomunitários a aquisição de um título suficiente para beneficiar das liberdades inerentes à residência em Portugal, à livre circulação no espaço Schengen, bem como a candidatura à cidadania Portuguesa, para além de usufruir, no entretanto, das valências que Portugal oferece enquanto destino turístico efusivamente premiado nos últimos anos.

Na ótica do Estado Português contribui para, entre outros, o fortalecimento dos laços político-económicos entre Portugal e países como a China, Angola ou Brasil, bem como para a criação de emprego e nichos de mercado em atividades conexas.

Este programa conhecido como “vistos gold”, aparenta a ser uma aposta de Portugal a longo prazo pois tendo sido avançadas propostas de alteração do regime no sentido de melhorar a sua eficiência, segurança e a transparência do programa.