quinta-feira, 5 de março de 2015

52 Projetos finalistas de norte a sul de Portugal disputam Prémio Nacional de Reabilitação Urbana

A organização do Prémio Nacional de Reabilitação urbana já apurou os finalistas que se candidataram à 3ª edição desta iniciativa, num total de 52 projetos localizados em 18 concelhos de Portugal, abrangendo desde o Minho ao Algarve.

Face à edição de 2014, esta 3ª edição do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana registou um incremento de cerca de 15% no número de projetos candidatos e, ao longo das três edições, já são cerca de 130 os projetos que disputam o galardão.


O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana é organizado pela Vida Imobiliária e pela Promevi, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e distingue, anualmente, os melhores projetos de reabilitação urbana em Portugal, abarcando quer intervenções em edificado quer em espaço público, e contemplando iniciativas públicas e privadas.

A iniciativa conta também com o Alto Patrocínio do Governo de Portugal, concedido através da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza. Na sua 3ª edição, o galardão será este ano entregue a 15 de abril, numa cerimónia que decorrerá no Palácio Nacional de Queluz e que integra a agenda de eventos paralelos da II Semana da Reabilitação Urbana Lisboa.

Para António Gil Machado, Diretor do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, “por um lado, esta abrangência geográfica mostra que a reabilitação urbana não se limita apenas às duas principais cidades e que o próprio Prémio já conquistou uma expressão nacional. Além disso, o número elevado de candidaturas é uma prova incontestável de que reabilitar é uma atividade que deixou de ser residual e é agora generalizada.
Significa que há um pipeline dinâmico de projetos de reabilitação a serem concretizados, já que todos os anos o número de candidaturas tem crescido e com a ressalva de que projetos candidatos em anos anteriores não podem voltar a candidatar-se. Da nossa parte, estamos extremamente orgulhosos de ampliar o eco dos trabalhos de reabilitação e contribuir para que todos os que se envolvem nestes projetos possam ser devidamente reconhecidos”.

A habitação continua a ser o principal alvo de reabilitação urbana, com este segmento a receber 19 das 52 candidaturas na edição de 2015, seguindo-se o uso turístico, com 15 projetos a concorrer. No comércio & serviços foram dez os projetos candidatos e as intervenções com impacto social concentram os restantes oito. Em termos de dimensão, cerca de 58% dos projetos submetidos (30) apresentam áreas inferiores a 1.000 m2 e os restantes 42% mais do que 1.000 m2.

Recorde-se que decorreu até 20 de fevereiro a fase de pré-candidaturas, após a qual foram validadas todas as candidaturas que obedeciam aos requisitos regulamentares, estando atualmente em curso o período de entrega da documentação completa dos projetos finalistas, o qual termina a 16 de março. Caberá posteriormente ao Júri decidir sobre os vencedores, sendo o painel constituído por cinco personalidades independentes de incontestável prestígio em áreas como a economia, arquitetura, engenharia e imobiliário e que inclui os arquitetos João Carlos Santos e de João Pedro Falcão de Campos, o economista Augusto Mateus e os engenheiros Vasco Peixoto de Freitas e Manuel Reis Campos.

Os vencedores são divulgados a 15 de abril nas diversas categorias a concurso e que incluem projetos de reabilitação urbana de habitação, comércio & serviços, turismo e equipamentos sociais. Dado ser Lisboa a cidade anfitriã do Prémio, está também prevista uma distinção para o melhor projeto de reabilitação urbana nesta cidade. Serão ainda reconhecidos com menções honrosas, o melhor projeto de reabilitação com área inferior a 1.000 m2, a melhor intervenção de restauro e o projeto com a melhor solução de eficiência energética.

O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana apresenta este ano diversas novidades, incluindo a atribuição do Alto Patrocínio do Governo de Portugal e foram também já anunciados novos apoios institucionais que se estreiam na iniciativa, como são os casos da Ordem dos Arquitectos e da União das Misericórdias Portuguesas, que se juntam assim ao InCi, à CPCI e à AHP.

No âmbito empresarial são também várias as empresas que se associam ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana. Nos patrocínios platina, associam-se, uma vez mais, a Schmitt+Sohn Elevadores, a Aguirre Newman, a Adene e a Caixa Geral de Depósitos.

Fonte: VI