quinta-feira, 16 de abril de 2015

Lisboa e Porto concentram projetos vencedores do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2015

As regiões de Lisboa e Porto concentram os projetos vencedores da edição de 2015 do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, conhecidos ontem à noite numa cerimónia realizada no Palácio Nacional de Queluz, evento com a presença do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto.

O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana conta este ano com o Alto Patrocínio do Governo de Portugal e é uma vez mais apoiado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que se associa desde o primeiro momento a esta iniciativa.

Uma organização conjunta da Vida Imobiliária e da Promevi, o galardão recebeu este ano, na sua 3ª edição, um total de 51 projetos candidatos, oriundos de 17 vilas e cidades de Portugal desde o Minho ao Algarve, e totalizando mais de 100.000 m2 de área reabilitada.

António Gil Machado, diretor da Vida Imobiliária referiu que “o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana espelha a realidade da reabilitação no nosso país, com a Grande Lisboa e o Grande Porto a liderarem este movimento e a apresentarem um maior caminho percorrido em termos de obra de reabilitação feita.

Mas mostra também, conforme foi visível nas 51 candidaturas recebidas nesta edição oriundas de 17 localidades, que esta realidade se alastra a cada vez mais pontos do país”.

E acrescenta: “Queremos naturalmente congratular os vencedores desta nova edição e deixar também uma palavra de apreço a todos os projetos candidatos, que nos confiaram a sua avaliação e voltaram a fazer crescer esta iniciativa”.

Os vencedores do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2015 foram:
  • Melhor intervenção residencial: Palácio dos Condes de Murça (Lisboa)
  • Melhor intervenção turística: Hotel Vincci Porto (Porto)
  • Melhor intervenção de serviços & comércio: Antigas Oficinas de Porto de Leixões (Matosinhos)
  • Melhor intervenção com impacto social: Lugar do Fado na Casa da Severa (Lisboa) 
  • Melhor intervenção cidade de Lisboa: Lugar do Fado na Casa da Severa (Lisboa) 
  • Menção - melhor intervenção com menos de 1.000 mô: 1872 – River House (Porto)
  • Menção – melhor intervenção de restauro: Salão Nobre do Palácio da Pena (Sintra)
  • Menção – intervenção com melhor solução de eficiência energética: Edifício São Tomé – Castelo (Lisboa)
Os projetos vencedores da edição de 2015 foram eleitos pelo painel de jurados constituído por cinco personalidades independentes das esferas da Economia, Imobiliário, Arquitetura e Engenharia, nomeadamente o economista Augusto Mateus, os arquitetos João Pedro Falcão de Campos e João Carlos Santos, este último subdiretor geral da Direção Geral do Património Cultural; e ainda os engenheiros Vasco Peixoto de Freitas, uma das figuras académicas mais conceituadas nesta área da reabilitação urbana; e Manuel Reis Campos, líder da CPCI e da AICCOPN.

Ao longo das suas três edições, mais de 130 projetos candidataram-se a este prémio, que distingue, anualmente, os melhores projetos de reabilitação urbana em Portugal, abarcando quer intervenções em edificado quer em espaço público, e contemplando iniciativas públicas e privadas. São eleitos vencedores em quatro categorias – nomeadamente habitação, serviços & comércio, impacto social e turismo -, além de serem atribuídas menções honrosas ao melhor projeto de reabilitação com área inferior a 1.000 mô, à melhor intervenção de restauro e ao projeto com a melhor solução de eficiência energética. Dado ser Lisboa a cidade anfitriã do Prémio, é ainda prevista uma distinção para o melhor projeto de reabilitação urbana nesta cidade.

O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana é uma iniciativa que tem vindo a recolher cada vez mais apoio junto da sociedade civil e da comunidade profissional, reunindo um leque de apoios institucionais e empresariais que confirmam a sua crescente amplitude e abrangência. Na esfera institucional, a iniciativa conta com o apoio de Ordem dos Arquitectos, da União da Misericórdias Portuguesas, do InCi, da CPCI e da AHP.

Fonte: VI