quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sonae Sierra regista um resultado líquido de €12,6 milhões no 1º trimestre de 2015

A Sonae Sierra, especialista internacional em centros comerciais, apresentou um resultado líquido de €12,6 milhões nos primeiros três meses do ano, que compara com os €11,8 milhões registados no mesmo período do ano passado, o que representa um crescimento de 7%.

No 1º trimestre destaca-se o aumento dos resultados operacionais, bem como a contínua expansão internacional da Empresa através do reforço da atividade de prestação de serviços com a assinatura de novos contratos de gestão, comercialização e de desenvolvimento de centros comerciais de terceiros.

As vendas dos lojistas do portefólio europeu registaram uma subida de 4% nos primeiros três meses de 2015, numa base comparável com o período homólogo de 2014, destacando-se o crescimento de 4,6% em Portugal.

A taxa de ocupação global do portefólio foi de 95,8%, acima dos 94,6% registados em igual período do ano anterior, refletindo a melhoria do contexto económico em que a empresa opera e a confirmação do sucesso da estratégia seguida pela Empresa com o objetivo de potenciar a qualidade dos seus ativos.

Segundo o CEO da Sonae Sierra, Fernando Guedes de Oliveira, “o primeiro trimestre de 2015 confirmou a tendência de recuperação no mercado europeu, mantendo-se um crescimento sustentado da nossa performance operacional com um impacto direto nos proveitos das rendas. Prosseguimos a estratégia de valorização dos ativos, de que é exemplo o investimento recente na renovação do Centro Vasco da Gama, um dos ativos com melhor desempenho do portefólio da Empresa em Portugal”.

Nestes primeiros três meses do ano o resultado direto foi de €14,5 milhões, representando um crescimento de 24% face ao período homólogo de 2014, apesar do impacto negativo das vendas de ativos realizadas em 2014 (o Le Terrazze, em Itália, e La Farga, em Espanha). Numa base comparável, o crescimento do resultado direto é de 29%.

O crescimento orgânico dos resultados diretos deve-se sobretudo ao aumento das rendas dos Centros Comerciais na Europa e Brasil, fruto da recuperação económica que se tem vindo a assistir no mercado europeu e do aumento da taxa de ocupação dos mais recentes Centros no Brasil. Estes fatores contribuíram igualmente para um crescimento de 3% no EBITDA, que atingiu €26,3 milhões. De destacar ainda o esforço da Empresa para reduzir os custos financeiros através da otimização da dívida bancária.

No primeiro trimestre de 2015, a Sonae Sierra anunciou um investimento de €8 milhões no Centro Vasco da Gama com o objetivo de melhorar a qualidade do Centro, de acordo com a estratégia de valorização do portefólio que tem vindo a ser seguida pela Empresa.

As renovações refletem a contínua preocupação com a valorização destes espaços, ao nível do reforço da oferta comercial, serviços e da componente de lazer, adaptando os espaços às tendências mais atuais no sector.

Nos primeiros três meses do ano, a Sonae Sierra reforçou a sua atividade de prestação de serviços a terceiros com a assinatura de três novos contratos de gestão de centros comerciais na Alemanha.

Os novos contratos conquistados na Alemanha abrangem as atividades de gestão, comercialização e marketing de três ativos da Union Investment em Hamburgo, a segunda maior cidade alemã: Quarrée Wandsbek-Markt, Mercado e Geschäftshaus Ottensen que no seu conjunto perfazem uma Área Bruta Locável (ABL) de 105.800 m2 e um total de 171 lojas.

Com estes novos contratos, a Sonae Sierra passa a ter a seu cargo a gestão e comercialização de um total de oito centros comerciais na Alemanha, localizados em Berlim, Hamburgo, Munster, Weiterstadt e Solingen, com uma ABL total de 300.000 m2 e mais de 650 lojas.

A Sonae Sierra calcula o seu NAV ou Valor dos Capitais Próprios com base nas normas publicadas em 2007 pelo INREV (European Association for Investors in Non-Listed Real Estate Vehicles).

Com base nesta metodologia, a 31 de março de 2015, o NAV da Sonae Sierra atingiu os €1,1 mil milhões. Este valor representa uma descida de 0,8% face ao valor apurado em dezembro de 2014, consequência sobretudo da desfavorável variação cambial do Real Brasileiro, parcialmente compensada pelo resultado líquido do exercício.

A Sonae Sierra manteve a sua estratégia conservadora de financiamento e de cobertura de longo prazo. A estrutura de capital da Empresa é suportada pela maturidade da dívida a 4,3 anos, com 60% da dívida a taxas de juro fixas.

A Sonae Sierra continua a beneficiar de um sólido acesso a financiamento no mercado financeiro e de capitais. O custo médio da dívida da Sonae Sierra está ligeiramente abaixo do valor de 2014, encontrando-se atualmente em 3,7%. Excluindo o Brasil, o custo médio da dívida é de 3,2%, em linha com os seus concorrentes europeus.

Fonte: Sonae Sierra