segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Escassez de oferta de escritórios no Parque das Nações

A Aguirre Newman analisou a dinâmica do mercado de escritórios em Lisboa na última década, tendo a zona 5 (Parque das Nações) registado um comportamento distinto relativamente às restantes.

A estagnação da oferta de novos escritórios no Parque das Nações desde 2011, bem como o crescente dinamismo da procura de espaços nesta zona, têm contribuído para a insuficiente área disponível de escritórios que se verifica atualmente.

No final do primeiro semestre de 2015, a disponibilidade de escritórios em Lisboa registou uma taxa de 11,6% sendo que a Zona 6 (Corredor Oeste) e a Zona 3 (Zona Emergente) registaram os valores mais altos: 23,42% e 13,92% respetivamente. Por sua vez a zona do Parque das Nações registou apenas 5,82% de área disponível, a que correspondem aproximadamente 21.000 m² distribuídos por mais de 20 edifícios, o valor relativo e absoluto mais baixo apresentado pelas diferentes zonas de Lisboa.

No Parque das Nações, a oferta atual incide maioritariamente em áreas usadas, existindo apenas 700 m² de áreas novas. Em 2011, a tendência que se vinha a verificar nos últimos anos de oferta de áreas novas inverteu-se, tendo a oferta de áreas usadas passado a ser mais representativa. De acordo com a metodologia do LPI, uma fração só é considerada nova quando nunca esteve ocupada e se encontra disponível no mercado por um período até 3 anos.

No entanto, é importante distinguir os escritórios considerados usados na zona do Parque das Nações dos localizados nas das restantes zonas. Os escritórios da zona 5 surgiram há cerca de 15 anos, após a Expo’98, sendo relativamente recentes quando comparados com os escritórios situados noutras zonas da cidade onde podem chegar aos 40 anos.

A partir de 2011, a construção de novos edifícios para escritórios em Lisboa começou a registar valores bastante inferiores ao que até então havia sido verificado. Se em 2006 a área construída para escritórios foi de 88.478 m2, em 2012 assistimos ao valor mais baixo dos últimos 10 anos (18.205 m2).

Na zona do Parque das Nações não se verifica uma evolução regular, no entanto é clara a diminuição das áreas em construção a partir do ano 2010. Desde o final de 2012 que não são construídos novos edifícios nesta zona, não estando prevista a oferta de áreas novas até final de 2016.

O Diretor Geral da Aguirre Newman, Paulo Silva, comenta: “Tendo em consideração a dinâmica da oferta de novos escritórios dos últimos anos na zona do Parque das Nações, concluímos que a oferta existente não disponibiliza áreas para empresas que necessitem de espaços de grandes dimensões (>1.000m²).

Deste modo, vemos o projeto Turifenus, que temos vindo a assistir em discussão pública, como um balão de oxigénio para a zona do Parque das Nações, podendo desta forma atenuar a falta de oferta e dar continuidade ao desenvolvimento desta zona.”

Fonte: Aguirre Newman