sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Há menos casas para arrendar na Grande Lisboa

Há menos casas disponíveis para arrendar no mercado da Área Metropolitana (AM) de Lisboa, com o volume de fogos em oferta a cair 21% no período compreendido entre o 2º trimestre de 2014 e o 1º trimestre de 2015, apurou a Confidencial Imobiliário (Ci) no âmbito do SIR – Sistema de Informação Residencial. Nesse período, a pool de empresas que integra o SIR reportou uma oferta de fogos disponíveis para arrendamento que na AM Lisboa ascendia a 12.728 alojamentos.

De acordo com a Ci, a oferta disponível no mercado de arrendamento da AM Lisboa tem vindo a diminuir progressivamente desde o 3º trimestre de 2013, contrariando o forte crescimento que marcou o mercado no período após a crise do subprime.

Quanto à procura, o conjunto de empresas que integra o SIR reportou um total de 6.202 contratos de arrendamento reportados na região metropolitana de Lisboa no período de 12 meses entre o 2º trimestre de 2014 e o 1º trimestre de 2015, o que evidencia uma redução de 15% face ao volume de contratos efetuados em período homólogo.

Numa análise concelho a concelho, Lisboa destacou-se como o principal mercado da área metropolitana no 1º trimestre de 2015, concentrando 39% dos arrendamentos realizados. Seguiram-se os concelhos de Sintra, Oeiras, Loures e Cascais, nos quais as quotas relativas à totalidade de arrendamentos realizados pela amostra SIR na região entre 7 e 10%.

A renda habitacional média contratada na AM Lisboa no período acumulado entre o 2º trimestre de 2014 e 1º trimestre 2015 ascendeu a 6,6€/m2, comparando com os 8,3€/m2 a que, em média, foram arrendadas as casas no concelho de Lisboa, que apresenta o valor mais elevado da área metropolitana. Em Cascais e Oeiras, as rendas médias contratadas cifraram-se em 6,8€/m2 e 6,5€/m2, enquanto que em Loures e Sintra, esses valores foram de 5,6€/m2 e 5,0€/m2, respetivamente.

No período em análise, as casas na AM Lisboa demoravam, em média, 4 meses a ser arrendadas, com os concelhos de Lisboa e Sintra a registarem o mesmo tempo médio de absorção. Em Oeiras, Loures e Cascais, esse tempo foi de 3 meses.

Fonte: Ci