segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Investimento em Portugal atinge níveis históricos

Durante o primeiro semestre de 2015, o mercado português de imobiliário comercial acentuou a tendência de descida das yield prime em todos os sectores. Neste mesmo período, as rendas prime mantiveram-se inalteradas, com a exceção dos centros comerciais em Lisboa, que evidenciam uma subida neste trimestre, segundo o mais recente Relatório de Rendas & Yields da consultora imobiliária global CBRE.

Para Cristina Arouca, Diretora de Research e Consultoria da CBRE Portugal: “A queda contínua e acentuada das taxas de capitalização prime no mercado português expressa a manutenção de uma forte procura no mercado de investimento imobiliário. No primeiro semestre de 2015, o investimento registado já ultrapassou o total alcançado em todo o ano de 2014, com 970 milhões de euros, causando elevada expectativa para os valores dos próximos trimestres, podendo 2015 tornar-se num ano histórico para o sector.


E acrescenta ainda “Esta elevada procura por ativos imobiliários é uma tendência generalizada a nível global, a qual resulta de uma elevada liquidez e de um mercado financeiro com taxas de juro muito baixas. O sector imobiliário apresenta taxas de rentabilidade muito atrativas e Portugal beneficia do facto de ainda oferecer rentabilidades muito superiores à maioria dos outros países Europeus. Simultaneamente, o processo de recuperação gradual da atividade económica portuguesa tem também contribuído para o aumento da confiança dos investidores internacionais no nosso país.”

Neste trimestre acentuou-se assim a descida das taxas de rentabilidade (yields) em todos os sectores, com este indicador a apresentar níveis muito próximos dos observados no último pico do mercado imobiliário em 2007. De destacar a yield prime para o comércio de rua que já se encontra 125 pontos base abaixo do pico de 2007.

Relativamente ao mercado de ocupação, a retoma está a ser muito mais moderada. Deste modo, não se verificaram este trimestre alterações nas rendas prime, com exceção dos centros comerciais em Lisboa, onde se observou uma subida de 12%.

Fonte: CBRE