segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Re-shoring, a nova tendência

O sector industrial mundial tem vindo a registar uma tendência crescente de relocalização das unidades de produção para os seus mercados de origem, tendência denominada por re-shoring. Em oposição ao processo global vivido nos anos 70 e 80 de deslocalização das unidades fabris desde o seu mercado de origem (maioritariamente no Ocidente) para geografias com custos de produção significativamente inferiores, principalmente na Asia, o setor produtivo inicia agora o processo inverso.

Ainda que a Ásia seja a região líder no Top 10 do Global Manufacturing Index 2015 produzido pela Cushman & Wakefield, assegurando 7 das 10 posições líder; a subida no ranking de localizações como os Estados Unidos, agora na 4ª posição, da Turquia (na 8ª posição) ou da Holanda, Reino Unido, Polónia e Alemanha que subiram respetivamente 5, 3 e 1 lugares no ranking; retratam de forma clara esta tendência.

É inegável que a Ásia se mantém, e manterá, como um importante destino para o sector transformador, mas a subida dos custos de produção globais e a cada vez maior sensibilidade por parte dos consumidores face à origem dos produtos com o consequente impacto na marca, são fatores que têm vindo a reforçar uma tendência de relocalização para o Ocidente.

A crescente quebra de competitividade da economia chinesa, devido ao aumento dos custos de produção maioritariamente via subida dos custos de recursos humanos, tem também contribuído para que outros países asiáticos como são a Malásia, no 1º lugar do ranking, ou o Vietnam, a localização com maior propensão de crescimento, verifiquem uma maior atratividade. De igual modo, Singapura e as Filipinas, que antes não estavam presentes no ranking, passam a ter a 7ª e 13ª posição.

Segundo Marta Esteves Costa, associate, diretora ibérica de Research & Consulting da Cushman & Wakefield, “A nível europeu, as perspetivas para o setor industrial têm melhorado. O aumento dos custos operacionais globais têm vindo a reduzir a competitividade de algumas localizações na Ásia, o que tem aumentado a atratividade da Europa e fomentado a tendência de re-shoring”.

Fonte: Cushman & Wakefield