sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Building Energy Symposium: Como reduzir consumo energético dos edifícios

A Fundação Oriente, em Lisboa, vai receber o Building Energy Symposium nos dias 24 e 25 de novembro, um evento focado na forma como a energia está revolucionar o modo como construímos, financiamos e utilizamos os edifícios, que na União Europeia (UE) são responsáveis por 40% do consumo total de energia e 36% das emissões de CO2. De acordo com a Comissão Europeia, melhorar a eficiência energética dos edifícios pode reduzir o consumo energético na UE em 5% e as emissões de CO2 em 6%.

Num contexto em que 35% dos edifícios da UE tem mais de 50 anos e em que até 2020 os novos edifícios têm de ter um balanço energético próximo do zero, o BUILDing ENERGY SYMPOSIUM reúne um conceituado leque de especialistas e representantes corporativos nacionais e internacionais para ajudar a traçar os caminhos mais eficientes na redução do consumo energético dos edifícios em Portugal.


Em dois dias de trabalhos, o BUILDing ENERGY SYMPOSIUM, com o comissariado dos professores Augusto Mateus e Manuel Pinheiro, irá reunir um conjunto de oradores e de empresas de referência para apresentar exemplos práticos da implementação de medidas de eficiência energética, entre os quais se incluem importantes entidades nacionais e internacionais como o Grupo Saint Gobain, a Sonae Sierra, o InterContinental Hotel Group - IHG, a Deloitte ou o Grupo André Jordan. O evento visa ainda fornecer sugestões e ajudar a traçar caminhos para obter um parque edificado mais eficiente em Portugal, quer em edifícios já existentes quer em novas construções.

Duas das mais relevantes instituições mundiais na área do imobiliário irão também participar ativamente neste simpósio, nomeadamente o RICS - Royal Institution of Chartered Suveryors, representado por Maarten Vermeulen, Managing Director for Europe, Russia & CIS; e a ULI - Urban Land Institute, representado pela CEO na Europa, Lisette van Doorn.

O BUILDing Energy Symposium pretende ser uma ferramenta com utilidade prática para todos os profissionais que se relacionam, de forma direta ou indireta, com o ciclo de vida de um edifício, desde proprietários e investidores, aos ocupantes, utilizadores (população flutuante), projetistas, equipas de gestão e manutenção, agentes imobiliários, até aos construtores e fornecedores de materiais e equipamentos.

O evento é organizado pela parceria Vida Imobiliária e Promevi, realiza-se este ano pela primeira vez e conta já com fortes apoios quer a nível empresarial quer institucional. A Saint Gobain é o patrocinador master do BUILDing ENERGY Symposium; e a Schmitt+Sohn, a JLL e a Sanitana assumem os patrocínios platina, enquanto que a SRS Advogados se posiciona como patrocinador ouro.

O evento reúne também o apoio das principais associações ligadas ao imobiliário e à área da energia, nomeadamente: OET, AHP, APFIPP, APFM, APPII, RICS, ULI, APEMETA, ANFAJE, ALP, APEA, ICP, CENTRO HABITAT, AGEFE, CCILA e a COGEN PORTUGAL.

Para Arturo Malingre, diretor do BUILDing ENERGY SYMPOSIUM, “numa altura em que estamos a meros cinco anos de ter de cumprir as metas traçadas pelas diretivas europeias referentes à eficiência energética, é crucial conseguir trazer um apport de quem já implementou medidas concretas, com resultados comprovados, para auxiliar todos os que estão ainda a percorrer esse caminho. E os bons exemplos são tanto nacionais como internacionais. É isso que pretendemos com este evento e é nesse ponto que se diferencia e é inovador”.

Dados da Comissão Europeia revelam que são necessários 100 mil milhões de euros por ano para conseguir cumprir os objetivos de eficiência energética traçados para 2020, os quais estabelecem poupanças energéticas de 20% até essa data. Os edifícios são, neste contexto, um dos fatores mais relevantes, já que são responsáveis por cerca de 40% do consumo total de energia na UE e de 36% das emissões de CO2.

Além das regras e diretrizes para os edifícios novos, que devem ter um balanço energético próximo do zero em 2020, a Comissão Europeia alerta para importância de realizar melhorias no parque edificado, referindo que 35% de todos os edifícios existentes no território têm mais de 50 anos.

Fonte: VI