terça-feira, 17 de novembro de 2015

Engel & Völkers regista aumento de 150% no volume total de vendas

A Engel & Völkers, presente em Portugal desde 2006, regista um aumento de cerca de 150% no volume total de vendas, em comparação com o período homólogo do ano passado.

No conjunto das lojas a operar em território nacional, o investimento do comprador varia de acordo com as zonas e os imóveis.


No que diz respeito aos valores por metro quadrado, podem oscilar entre os 1500 euros e os 10 mil euros, dependendo da região do país, localização do imóvel, características e tipologia.

Esta segunda-feira, em Lisboa, a marca reuniu franchisados, diretores e responsáveis, incluindo Philipp Niemann, o Diretor-Geral EMEA (Europe, Middle East, Africa) da Engel & Völkers. O encontro teve como objetivo partilhar informação, analisar os mercados onde cada loja está inserida e apresentar as novidades para 2016.

Escolhas para todos os gostos: praias, zonas urbanas e centros históricos. De norte a sul, a escolha de quem prefere Portugal para viver é variada, mas em localizações-chave. No Algarve, escolhido por muitos como destino de férias por excelência, mas também por alguns como local de residência, as áreas mais procuradas para arrendamento ou aquisição de imóvel são a Quinta do Lago e Vale do Lobo.

Aqui, dependendo da localização, existência de campo de golfe e/ou vista de mar, os preços por metro quadrado podem variar entre os 5000 e os 7000 euros. Quem procura casa nesta zona privilegia moradias, áreas amplas, com três a cinco quartos, proximidade de praia e de campos de golfe. Por exemplo, uma moradia com quatro quartos pode custar entre 1,2 milhões de euros e 8 milhões de euros.

Na Grande Lisboa, Cascais e Estoril são as áreas mais procuradas, enquanto na capital o maior interesse recai no Parque das Nações, no Restelo e na zona centro, com incidência no Chiado, Príncipe Real e Avenida da Liberdade, esta última com particular aumento na procura para habitação.

Cascais e Estoril, zonas costeiras com uma localização privilegiada, beneficiam da proximidade da capital e dispõem de uma excecional oferta de golfe, praias, gastronomia, história e cultura, e um clima ameno durante todo o ano. As mansões e casas de arquitetura apalaçada que aqui predominam proporcionam uma atmosfera elitista num ambiente de tranquilidade. Todas estas características contribuem para a criação de condições ótimas ​​para residir nesta área e são fatores preferenciais de quem aqui procura e compra casa.

No Estoril, a maioria dos imóveis são moradias e os preços variam muito. Aqui, uma casa com dois quartos pode custar entre 180.000 euros e 1.800.000 euros. Para um imóvel com quatro quartos os valores oscilam entre os 400.000 euros e 4.000.000 de euros. Seguindo pela costa até Cascais, a oferta abrange apartamentos e moradias, e aqui os valores de uma casa de tipologia T2 podem variar entre os 550.000 euros e 1.500.000 euros, enquanto um T4 começa nos 350.000 euros e pode alcançar 4.350.000 euros. Os locais de maior procura são a Quinta da Marinha e o centro histórico da vila de Cascais, sendo a oferta reduzida nesta última zona.

Em Lisboa, a procura é diferenciada de acordo com o perfil do comprador. As áreas mais procuradas situam-se no centro, entre o Chiado e o Príncipe Real. Contudo, a oferta de imóveis com as características pretendidas é escassa, situação que faz com que os preços dos imóveis reabilitados, com vista e espaços exteriores, tenham subido para valores próximos dos 10.000 euros por metro quadrado, o que até há pouco tempo seria inconcebível.

A Avenida da Liberdade, habitualmente propícia para escritórios e comércio de luxo, tem aumentado a sua atratividade como zona residencial. Nesta artéria, os poucos projetos destinados a habitação que surgem são vendidos rapidamente e atingem a mesma ordem de valores.

A restante procura recai sobre a Lapa, Amoreiras, Avenidas Novas, Parque das Nações ou Restelo, locais onde os valores médios de venda se situam entre os 3500 euros e os 6000 euros por metro quadrado.

No geral, o tempo médio de venda das propriedades pode ir de seis meses até pouco mais de um ano, dependendo da localização e do valor do imóvel.

«Portugal está na moda» A capital portuguesa subiu um lugar na lista das cidades europeias que recebem mais visitantes e ocupa, este ano, a 14.ª posição do Global Destinations Cities Index, da Mastercard. No ranking global, Lisboa está em 35.º lugar entre 132 cidades. Atraídos pelo clima, cultura e segurança do país, muitos turistas acabam por escolher Portugal para investirem e/ou residirem durante parte do ano, o que tem contribuído para a dinamização do sector imobiliário.

«Confiamos muito no desenvolvimento do mercado imobiliário em Portugal. O crescimento e evolução positiva que tem demonstrado são prova disso. É um país que está na moda», afirma Phillip Niemann, Diretor-Geral EMEA. Segundo o responsável, Portugal atrai cada vez mais estrangeiros que veem no sector imobiliário, em especial no segmento de luxo, um investimento seguro e com elevada possibilidade de retorno. Na maioria, compram para arrendar e para valorizar ou para segunda habitação ou residência para férias.

No geral, além dos nacionais, os principais clientes da Engel & Völkers são particulares oriundos de diferentes zonas do globo. Chegam da Europa, Médio Oriente, África, Brasil e China e são investidores/compradores com diferentes perfis e condição profissional.

Golden Visa e incentivos fiscais atraem clientes estrangeiros. Os programas de incentivos do Governo, como o Golden Visa e as vantagens fiscais para residentes não habituais, cativam investidores internacionais de diversas origens. Os clientes Golden Visa vêm, sobretudo, da China, Brasil, África do Sul e Médio Oriente. São, maioritariamente, investidores passivos que colocam o seu imóvel ou propriedade no mercado de arrendamento. Atualmente, a relevância deste programa de incentivo é mais relativa do que no seu arranque, mas continua a ser uma importante vertente do negócio.

Os clientes que usufruem de vantagens fiscais para residentes não habituais são oriundos de países do Norte e Centro da Europa, como a Suécia, Dinamarca, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Suíça, Bélgica ou França, e pretendem habitar em Portugal durante uma parte do ano. Ao contrário dos clientes nacionais, os estrangeiros são, principalmente, cidadãos reformados ou perto da idade da reforma, sendo os franceses os que registam idades mais avançadas, e investidores e empresários.

Estes compradores procuram, sobretudo, moradias de áreas amplas para segunda residência e/ou de férias em condomínios com piscinas, apartamentos modernos, de qualidade, em localizações premium e perto do mar, com preços médios de cerca de um milhão de euros.

Balanço e perspetivas para 2016. No conjunto das lojas Engel & Völkers a operar em Portugal, o balanço é positivo. Para os bons resultados, além do portefólio, terá contribuído o crescente interesse de compradores estrangeiros, aliado à tendência de estabilização dos preços e aos programas de incentivos e benefícios fiscais criados.

A estes fatores juntam-se o potencial turístico do país e as oportunidades que as cidades estão a criar ao nível residencial. Este contexto elevou o nível de confiança no mercado imobiliário de luxo, levando ao aumento das consultas de potenciais compradores e, consequentemente, de concretizações de negócios. O resultado foi um incremento de cerca de 150% do número de vendas efetuadas pela Engel & Völkers em Portugal nos primeiros nove meses do ano, comparando com igual período do ano passado.

A evolução do mercado tem conduzido à reabilitação de imóveis degradados, impulsionando a dinamização dos centros das cidades e das suas atividades económicas. Boa parte desta recuperação foi direcionada para o sector do turismo – hotéis, boutique hotels, apartamentos para arrendamento de curta duração e hostels –, tendência que deverá abrandar e levar a que os novos projetos se destinem a habitação e escritórios.

Com a reduzida oferta de imóveis com as características pretendidas nas áreas mais procuradas, prevê-se que a nova construção se alargue a outras zonas centrais, até agora menos atrativas, que irão recuperar e fazer crescer os níveis de valores. Esta situação permitirá realizar bons investimentos com rentabilidade a curto/médio prazo.

Para 2016, a previsão é de consolidação do mercado, mantendo a evolução conquistada nos últimos dois anos. É expectável que com as novas regras dos Golden Visa seja possível diversificar as localizações procuradas, permitindo que o seu impacto deixe de se centrar exclusivamente nas áreas urbanas de referência e, assim, se estenda pelo país. Perspetiva-se uma continuidade do ambiente positivo e o incremento, lento mas constante, dos valores mínimos e médios de vendas até ao final do próximo ano.

Portefólio de excelência e localizações premium. A Engel & Völkers apresenta um abrangente portefólio de prestígio no sector imobiliário de luxo, que engloba desde residências históricas a modernos projetos de arquitetura, e da mais alta exclusividade, incluindo, por exemplo, alguns dos castelos mais bonitos da Europa. Atualmente, o leque de oferta de propriedades em venda em Portugal ascende a mais de 800, com valores que oscilam entre os 80 mil euros e os 25 milhões de euros.

Em Portugal, a Engel & Völkers emprega cerca de 100 pessoas, número que prevê aumentar, fruto da abertura de novas lojas. A marca é especialmente rigorosa na seleção dos seus parceiros, feita com base na análise do perfil dos candidatos a franchisados. O sistema de licenças da Engel & Völkers já conquistou empreendedores e empresários autónomos em 37 países de quatro continentes e conta com mais de 600 lojas espalhadas pelo mundo.

Fonte: Engel & Völkers