Esta aldeia localiza-se na vertente Poente da serra da Freita, em Vale de Cambra, a cerca de 625m de altitude. A sua posição estratégica permite-lhe uma visão privilegiada do território circundante nomeadamente a Ria de Aveiro.
Em 2011, Trebilhadouro foi classificado como “Aldeia de Portugal” integrando um conjunto de aldeias com quem partilha interesse histórico e patrimonial.
Trata-se de uma aldeia de pequena dimensão, onde as construções se implantam segundo um percurso central que atravessa toda a povoação.
As construções são de pequena dimensão, maioritariamente com dois pisos, em alvenaria de pedra com estrutura da cobertura e pisos intermédios em madeira e cobertura em telha cerâmica.
Trata-se de casas modestas com áreas exíguas e de construção rudimentar salientando-se a qualidade do conjunto arquitectónico, da sua implantação no território e não tanto pela qualidade arquitectónica individual.
A aldeia encontrava-se numa situação frágil, as construções em ruína possuiam poucas memórias do seu passado, tornou-se necessário rescrever um.
Com base no existente e com uma análise do edificado na região, chegou-se a um princípio de intervenção onde se procurou recuperar a linguagem arquitectónica característica destas construções. As ampliações pontuais seguiram o princípio construtivo primitivo, tanto a nível material como no seu desenho.
Pretendeu-se uma imagem coerente e homogénea para o conjunto das casas intervencionadas. O tamanho da aldeia não permite uma grande diversidade e contraste de linguagens.
O programa moldou-se à compartimentação primitiva, privilegiando-se a leitura do espaço interior na sua totalidade concentrando espaços de serviço em pequenas “caixas”. Procurou-se preservar a escala reduzida das casas como memória e sempre que necessário, reproduziram-se as proporções destes espaços.
Fonte: IHRU
