quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Por mãos à obra da recuperação

A Câmara Municipal da Maia, município que deu sempre uma atenção muito especial às políticas de construção e de habitação, pela via de aprofundados critérios de qualidade em sede de licenciamento de obras, como reconhecem muitas empresas que construíram edifícios de referência no centro histórico da cidade, assinou, na semana passada, com a Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) um protocolo que visa identificar as melhores ofertas existentes no concelho para satisfazer quem procura investir seriamente no imobiliário.

Como disse na oportunidade da assinatura deste protocolo ao Presidente da Câmara Municipal da Maia, Eng.º António Bragança Fernandes, a APEMIP, a que presido, sente-se muito honrada pela confiança manifestada pela Câmara da Maia e sente o peso dessa confiança declarada, bem patente aliás na formalidade do acto de assinatura do próprio protocolo de cooperação. Hoje, sublinho, reconhecemos a força simbólica que algumas formalidades conferem aos actos o que torna mais significativo a daquela assinatura.

Sei também, e tive oportunidade de o dizer, que o empenho dos profissionais que represento nesta parceria é total e que o desempenho que nos propomos fazer em prol de uma mais eficaz aproximação da oferta e da procura no mercado imobiliário da Maia será sempre pautado pelos nossos códigos de conduta rigorosos e transparentes, o que aliás se traduz numa mais valia e também numa exigência da autarquia em nome das populações que representam e servem. Ora cativar investimento no sector é prestar um bom serviço.

A real e visível procura do imobiliário português como destino para investimentos seguros é hoje um dos pilares da nossa recuperação económica. Por força das minhas funções enquanto dirigente do movimento associativo empresarial deste sector, sei que esta movida do interesse pelo imobiliário português é uma realidade que muito tem contribuído para que acreditemos na possibilidade da nossa recuperação poder vir a ser irreversível. Na Maia, como pude registar pela intervenção do senhor Eng. António Bragança Fernandes, também acreditam no imobiliário como alavanca da Economia.

Sublinho isto, justificando esta minha opinião, pela boa notícia adiantada na cerimónia pelo Presidente da Câmara Municipal da Maia, segundo a qual, nos próximos tempos, o Município maiato está empenhado em provar esse empenho reduzindo para metade as taxas municipais aplicáveis em sede de licenciamentos de obras. A procura, nomeadamente a externa, do nosso imobiliário não se esgota em Lisboa, no Porto e no Algarve. São aliás múltiplos os sinais que mostram que essa procura olha agora também para outras localizações.

Na sala D. Pedro IV do Edifício dos Paços do Concelho da Maia, hoje a Galeria dos Presidentes, onde decorreu a cerimónia da assinatura deste protocolo, leio num desdobrável de apresentação desse espaço nobre da Câmara, uma citação de Francisco Sá Carneiro feita pelo próprio Eng. Bragança Fernandes, a lembrar que “o poder local é a base de segurança de toda a verdadeira democracia”. Especialmente, deduzo e acrescento, quando é visível um apoio ao empreendedorismo e ao investimento, como é caso presente na Maia. Na Maia também há quem ponha mãos à obra pela recuperação.

Luís Lima

Fonte: Apemip