quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Cristina Arouca: "2015 foi marcadamente o ano do investimento em imobiliário em Portugal"

A CBRE revela que no último trimestre de 2015, o mercado português de imobiliário comercial registou uma estabilização das yields prime (taxa de capitalização prime) e uma descida nas yields de bons ativos secundários e de subzonas de escritórios de Lisboa.

Portugal registou em 2015 um total de 2,1 mil milhões de euros em volume de investimento em imobiliário comercial, o valor anual mais elevado de sempre. Os 660 milhões de euros investidos durante o último trimestre do ano colocam em evidência a expectativa por parte dos investidores de manutenção da retoma económica em 2016.

O comércio de rua na capital portuguesa e algumas zonas de escritórios estão atualmente com yields abaixo do pico de 2007, ano que até à data era a referência no investimento imobiliário. Contudo, os valores de capitalização encontram-se ainda abaixo dos verificados em 2007, para todas as categorias de ativos prime, com exceção do comércio de rua de Lisboa onde se verificou um acréscimo de 16% no valor dos ativos.

Para Cristina Arouca, Diretora de Research e Consultoria da CBRE, “2015 foi marcadamente o ano do investimento em imobiliário em Portugal, com um valor recorde e uma significativa compressão das yields. No entanto, no mercado de arrendamento a recuperação está a ser mais lenta e as rendas têm-se mantido, de um modo geral, estáveis, após uma queda significativa, não permitindo uma valorização mais acentuada dos ativos. Situação particular é a do setor de comércio de rua de Lisboa onde, ao contrário de todos os outros segmentos do imobiliário, se observaram aumentos de renda durante o período da crise económico-financeira, fruto de um aumento continuo do turismo e da consolidação do comércio de rua da cidade.”

A CBRE prevê que em 2016 se mantenha a tendência de investimento, fortemente positiva, a avaliar pelo número de imóveis que se encontram atualmente no mercado, em particular portefólios de grande dimensão, em conjunto com o interesse já revelado por parte de vários investidores. Em paralelo dever-se-á continuar a observar uma descidas nas yields, nomeadamente em bons ativos secundários, refletindo o alargamento do espectro da procura.

Fonte: CBRE