quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Eric van Leuven: "A C&W vai continuar a registar um crescimento continuado"

A Cushman & Wakefield apresentou o resumo da sua atividade a nível nacional do ano de 2015, e a sua perspetiva para 2016.

Segundo Eric van Leuven, managing partner da consultora em Portugal, “O ano de 2015 foi excecional para o mercado imobiliário, com particular ênfase no setor de investimento; as estimativas da Cushman & Wakefield para um volume total de €2 mil milhões só não se confirmaram pelo facto de várias operações em curso terem sido adiadas para este ano.



Os mercados ocupacionais registaram também melhorias: a procura no setor de escritórios até ao mês de Novembro ultrapassava já o volume contratado nos 12 meses do ano anterior e o setor de retalho denotou também uma retoma clara na procura, já não só limitada a localizações e ativos prime mas abrangendo também mercados secundários”.

“Quanto à atividade da Cushman & Wakefield, obtivemos o melhor resultado de sempre da nossa história em Portugal, com um aumento de faturação na ordem dos 27% relativamente a 2014. Os departamentos com melhores resultados foram investimento, escritórios e retalho. Também as áreas não-transacionais obtiveram resultados muito positivos, nomeadamente a área de gestão de imóveis e a de avaliações”, continua Eric van Leuven.

“O volume de investimento imobiliário no setor comercial em Portugal ultrapassou em 2015 o máximo histórico desde que existe registo, tendo atingido cerca de €1,9 mil milhões (dos quais 90% por parte de investidores estrangeiros). A tendência cada vez mais clara pela transação de portfólios quase que duplicou o valor medio por transação, que se situou em 2015 nos 36 milhões. Em 2016 esta forte procura de investimento deve manter-se, sendo muito possível que se atinja mais um máximo histórico em termos de volume”, conclui o responsável.

Em 2015, o departamento de investimento da Cusman & Wakefield esteve envolvido em mais de 20 transações de investimento imobiliário, nas áreas de escritórios, logística, retalho e reabilitação urbana. Num ano recorde para o mercado de investimento imobiliário, este foi também o melhor ano de sempre para este departamento. Destaque para as vendas de Torre Ocidente, Expo Tower, Edifício Caribe, Liberdade 71 e Quarteirão Duque de Loulé; aquisição de 9 edifícios de escritórios na Quinta da Fonte e de dois edifícios de reabilitação urbana também na Avenida da Liberdade.

A equipa de escritórios obteve em 2015 um excelente resultado. Esteve envolvida no arrendamento de cerca de 30.000 m2 de novos escritórios, nos quais se incluem a conclusão do arrendamento da totalidade do Art’s Business Center e as Torres Adamastor, para além de inúmeros processos de renegociação de contratos e a venda de um edifício da Alcatel em Carnaxide.

Atualmente, esta equipa tem a seu cargo a representação de diversas multinacionais na definição da sua estratégia imobiliária em Portugal e a comercialização de cerca de 35.000 m2 de espaços na grande Lisboa, dos quais se destacam os edifícios Café Lisboa e Liberdade 108 (Avenida da Liberdade); a Torre Fernão Magalhães (Parque das Nações); os Edifícios Defensores de Chaves 45 e Almirante Reis 65; o Office 123; o Parque Suécia (Carnaxide); o edifício Elevo (Alfragide), os Miraflores Premium 1 e 5 (Miraflores) e 10 edifícios na Quinta da Fonte (Porto Salvo).

Em consonância com o setor imobiliário em geral, também o departamento de retalho obteve excelentes resultados em 2015. As transações em retalho de rua somaram mais de 10.000 m2 e incluíram as aberturas das novas flagship stores da Porsche Design, da Rimowa e da emblemática Boutique dos Relógios Plus na Av. da Liberdade, entre outras. A equipa foi igualmente instruída para a comercialização de projetos de grande relevância no panorama da reabilitação urbana onde a componente de retalho assume especial destaque.

A representação de clientes internacionais, desde sempre uma área estratégica para o departamento de retalho da Cushman & Wakefield, não só foi responsável por mais de 20% da faturação, como registou um crescimento significativo com 3 novos mandatos neste segmento.

Historicamente no ADN da empresa, o setor dos centros comerciais representou um trabalho de análise de viabilidade comercial de mais de 314.000 m2 de área bruta locável, quer através da assessoria a investidores, quer na prestação de serviços a promotores imobiliários.

A equipa de industrial e terrenos teve um ano francamente bom apesar da estagnação que ainda se sente nesse mercado, sobretudo no segmento logístico. O ano ficou marcado pela venda de diversos ativos industriais nomeadamente a antiga fábrica da Unilever Jerónimo Martins em Sacavém, as antigas instalações da Merck em Mem Martins e ainda uma unidade industrial localizada na Abrunheira, Sintra. Continuámos também muito ativos na representação de inquilinos tendo contribuído, por exemplo, para o arranque da operação da Bounce em Portugal com a identificação e negociação do primeiro espaço de trampolins da marca, junto à zona comercial de Alfragide.

Por sua vez, também as equipas das áreas ditas não-transacionais registaram no ano passado resultados excecionais.

A equipa de gestão de imóveis teve um ano muito positivo, resultado da excelente performance dos ativos sob gestão, que se traduziu num renovado voto de confiança dos clientes e consequente consolidação dos mandatos existentes. Atualmente, este departamento tem 36 edifícios de escritórios, 5 centros comerciais e 4 unidades logísticas sob gestão, totalizando cerca de 330.000 m2 de área e um volume anual de rendas de 41 milhões de euros.

Quanto a avaliação imobiliária, a nossa equipa manteve-se na liderança do mercado, tendo desenvolvido avaliações e aconselhamento para os principais investidores nacionais e internacionais, com a avaliação anual de imóveis num valor global de cerca de 20 mil milhões de euros. Incrementámos ainda a nossa quota de mercado nas áreas de retalho, residencial e de turismo, sendo de salientar que este último setor continua a apresentar uma importância assinalável nas nossas instruções, sendo também fruto da nossa estreita ligação com o grupo internacional de Hospitality da Cushman & Wakefield.

A atividade do departamento de gestão de projetos em 2015 foi muito diversificada, destacando-se o projeto de remodelação de uma unidade industrial operacional para a ABB, bem como a fiscalização e coordenação de obra de reabilitação urbana na Rua Augusta, Lisboa. Concluiu também projetos de arquitetura e gestão de projeto de remodelação dos escritórios para a 3M, Techdata, Cerner e Sky, bem como a gestão de projeto da nova loja Top Shop no Colombo a inaugurar ainda no primeiro trimestre de 2016, entre outros.

O departamento de Research & Consultoria, na área de estudos de mercado, manteve a forte atividade em projetos interdisciplinares, trabalhando maioritariamente com as equipas de Avaliações e de Agência em análises de melhor uso imobiliário. A retoma da atividade de investimento fez ressurgir a procura por parte de estudos de análise de performance, maioritariamente de centros comerciais.

Em termos de research a equipa lançou 4 novas publicações sobre o mercado imobiliário nacional, mantendo-se como a principal referencia no setor.

No que diz respeito a previsões para 2016, Eric van Leuven comenta: “Encaramos 2016 com renovada confiança embora ainda de forma prudente devido à fragilidade da recuperação económica em Portugal e na Europa, e às tensões geopolíticas. No entanto, a elevada liquidez em muitas geografias e a fraca oferta de alternativas ao investimento em imobiliário devem continuar a beneficiar o mercado imobiliário, e o português em concreto, que, embora pequeno e ainda em recuperação, é também percecionado como sendo relativamente maduro, transparente e barato. Reabilitar continuará na ordem do dia, mas a nova promoção deverá também começar a surgir facilitada por um mercado ocupacional mais dinâmico, tanto em retalho como escritórios, e por uma maior propensão ao financiamento por parte das entidades bancarias. Prevemos ainda um continuado decréscimo das yields, ainda que de forma mais acentuada para os produtos secundários, cujo prémio face ao produto prime deve continuar a estreitar-se”.

“Quanto à Cushman & Wakefield, e no ano em que celebramos 25 anos de atividade em Portugal, prevemos um crescimento continuado, sendo que os novos acionistas maioritários da empresa, na sequência da recente fusão com a DTZ, procuram crescimento tanto de forma orgânica como através de mais aquisições”, conclui.

Fonte: Cushman & Wakefield