terça-feira, 26 de abril de 2016

Construção: Recuperação adiada para 2º semestre

Em 2016, os indicadores da atividade da Construção mantêm-se a um nível dececionante. Segundo o INE, o Índice de Produção da Construção continua a evoluir de forma negativa, tendo registado uma quebra superior a 4% durante os dois primeiros meses do ano, enquanto o consumo de cimento caiu 7% no mesmo período.

Pelo contrário, as perspetivas de evolução futura são positivas, com a procura dirigida ao Setor a recuperar, tal como indica o crescimento observado no licenciamento de novas construções e o significativo acréscimo registado pelo valor dos concursos públicos promovidos face ao ano passado.

No que respeita ao mercado residencial é de destacar o aumento de 10% no número de fogos novos licenciados até fevereiro de 2016 e a subida de 8,6% na área licenciada para esse fim no mesmo período. Já o crédito novo concedido para aquisição de habitação continua a evoluir de forma expressiva (+53% em janeiro), embora o montante concedido mensalmente se encontre ainda longe dos valores alcançados em períodos anteriores (347 M€ concedidos em janeiro de 2016, face a 1.582 M€ concedidos 10 anos antes, em janeiro de 2006). Ainda assim, o número de fogos transacionados em 2015 subiu 27% face a 2014, alcançando os 107 mil (mas apenas 20% dos quais eram novos).

Relativamente ao licenciamento de edifícios não residenciais a recuperação é ainda mais significativa, com um crescimento de 22% até fevereiro, após uma queda de 2,3% ao longo de 2015.

Também os indicadores associados ao mercado das obras públicas apontam para uma realidade atual menos favorável do que o previsto, mas com sinais positivos quanto ao desenvolvimento futuro da atividade ligada a este tipo de trabalhos. Assim, tendo o valor dos contratos celebrados até ao final de março caído 36% face ao período homólogo, observou-se, nesse trimestre, um acréscimo de 24% no valor dos concursos de obras públicas promovidos, o que permite antecipar um aumento, ainda em 2016, da atividade deste mercado.
Fonte: Fepicop