segunda-feira, 11 de abril de 2016

Investimento americano lidera ano recorde no imobiliário português

Portugal registou um acréscimo de 154% na atividade de investimento em imobiliário comercial. Este aumento significa que os investidores adquiriram ativos num valor total de 1,8 mil milhões de euros, que se traduz no melhor ano de sempre desde que há registos.

A maioria do investimento em Portugal teve proveniência estrangeira (92%), com os investidores norte-americanos a tomarem a dianteira com 43%, bem acima dos 11% dos investidores espanhóis.

Este aumento do interesse em ativos imobiliários por parte de investidores norte-americanos é algo que se verifica um pouco por toda a Europa. A desvalorização do euro face ao dólar norte-americano, fruto da política de quantitative easing encetada pelo BCE, aliada ao aumento de preços verificado naquele país, são razões fortes para este redireccionamento de investimento em imobiliário europeu.

Paralelamente a esta tendência de crescimento no volume de investimentos, a prime yield do setor de escritórios continuou a descer situando-se atualmente nos 5,5% e no segmento de retalho fixou-se nos 5%.

O setor de retalho absorveu a preferência dos investidores que adquiriram mais de metade do valor destes espaços, num montante superior a mil milhões de euros, o que representa cerca de 54%, enquanto que o mercado de escritórios representou 24% do valor anual.

Quanto aos Fundos de Investimento Imobiliário, os montantes geridos continuam a descer, atingindo no final de 2015 um montante que ronda os €10,6 mil milhões. A contínua venda de ativos por parte dos fundos imobiliários e a sua rentabilidade a curto prazo são razões suficientes para justificar a queda dos montantes geridos, em 2015. A atividade vendedora dos fundos tem permitido para reduzirem a dívida associada que registou uma quebra de 467 milhões.

Segundo Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime: “A queda generalizada das yields do mercado, a atividade vendedora dos fundos nacionais e o crescente interesse dos investidores internacionais criou uma dinâmica há muito tempo não vista no mercado de investimento nacional. Um acréscimo vertiginoso de 154%, num ano, é notável e poderá repetir-se em 2016.”

Fonte: B. Prime