sexta-feira, 29 de abril de 2016

Rendas do Corredor Oeste com uma das maiores subidas da Europa

A Zona 6 do mercado de escritórios de Lisboa protagonizou no 1º trimestre do ano a terceira maior subida de rendas prime na Europa, tendo registado um crescimento de 9%, passando a situar-se o seu nível máximo nos 12 €/m2/mês e o valor medio nos 9,50 €/m2/mês. O crescimento de rendas na Zona 6 apenas foi ultrapassado por Copenhaga e Escópia (capital da Macedónia).

Em termos de valorização global dos ativos (incorporando a movimentação das rendas e das taxas de rentabilidade ou yields), as cidades que mais cresceram foram Brno (na República Checa), em 2º lugar Copenhaga, Amesterdão e Barcelona, e em 3º lugar a cidade de Lisboa com o Corredor Oeste a registar uma evolução positiva dos seus ativos de escritórios na ordem dos 10%.

O mercado de escritórios de Lisboa atravessou nos anos de crise uma forte correção de valores, fruto das quebras acentuadas nos volumes de procura e das subidas dos níveis de desocupação. A Zona 6 (Corredor Oeste) foi a que mais sentiu o impacto da crise; justificado pela rede deficiente de transportes públicos na zona, conjugada com uma descida acentuada dos preços no centro de cidade, motivando desta forma uma movimentação por parte de alguns ocupantes desde o Corredor Oeste para zonas mais centrais.

A recente recuperação económica trouxe uma retoma da procura de escritórios e neste enquadramento a oferta de qualidade no Corredor Oeste em conjugação com alguma escassez de espaço no centro da cidade, permitiu a subida das rendas prime e médias no Corredor Oeste, movimento que não se verificava desde 2002 para os valores prime e 2007 para os valores médios. Importa ressaltar que o valor praticado até à data nos espaços de escritórios no Corredor Oeste era extremamente baixo, situando-se em alguns casos ao nível de espaços de armazéns, facto que suporta esta subida acentuada.

No que se refere ao setor de retalho, as cidades portuguesas ocupam também um lugar nos rankings de crescimento: a Rua de Santa Catarina no Porto protagonizou a 6ª maior subida de rendas na Europa ao longo do 1º trimestre do ano, ultrapassada por Sloane Street em Londres e Buchanan Street em Glasgow, mas superior ao crescimento da renda da rua principal de Palma de Maiorca, Jaime III, importante destino de luxo no país vizinho.

Após a confirmação do forte interesse nas ruas de Lisboa por parte dos operadores de retalho, a cidade do Porto foi a segunda escolha para a expansão das redes de rua dos retalhistas mais ativos, sendo Santa Catarina a opção mais evidente, em conjunto com a zona dos Clérigos que regista também fortes fluxos de visitantes e um interesse acrescido por parte de operadores.

A evolução dos valores de renda verificada neste primeiro trimestre, tanto em escritórios como em retalho, confirma as previsões formuladas pela Cushman & Wakefield há cerca de um ano, quando se apontava para uma estabilização dos valores prime com potencial de crescimento nas localizações secundárias. Ao longo do ano esta evolução positiva deve estender-se a outras zonas e segmentos das cidades de Lisboa e Porto, não só em termos de valorização dos preços de ocupação mas também em compressão de yields.

Fonte: Cushman & Wakefield