segunda-feira, 2 de maio de 2016

Copenhaga, Manchester, Madrid e Barcelona lideram subida de preços do arrendamento de curta duração na região EMEA

As cidades de Copenhaga, Manchester, Madrid e Barcelona deverão registar a subida de preços mais elevada no mercado de arrendamento de curta duração em toda a região EMEA, prevê a JLL no seu novo EMEA Residential Property Clock.

O EMEA Residential Property Clock monitoriza os movimentos de valorização dos imóveis e de crescimento das rendas nos principais mercados residenciais da região, que integra a Europa, Médio Oriente e África. A posição ocupada por cada uma das cidades integradas neste relógio resulta da análise da JLL relativamente aos seus respetivos mercados de compra/venda e de arrendamento.

O posicionamento de cada uma das cidades neste relógio tem ainda em conta a previsão de curto prazo para cada uma das localizações no final de cada trimestre, mas não pretende ser representativa das perspetivas de mercado em termos de investimento e promoção.

Philip Wedge-Bernal, Analista de Residential Research EMEA na JLL comenta: “Estas ferramentas fornecem um retrato contemporâneo das cidades residenciais mais significativas da região EMEA e ilustram as suas movimentações em termos de valorização dos imóveis e do crescimento das rendas”.

“Espanha é o único país onde todos os mercados em análise revelam apetência para um crescimento dos valores das rendas e da própria valorização dos ativos no futuro próximo”.

“Os mercados residenciais espanhóis exibiram um sólido crescimento em termos de valorização ao longo do ano passado, com Madrid e Barcelona a registarem crescimentos de 3,1% e 3,4% respetivamente. Esta é uma situação que deverá manter-se no curto e médio prazo, à medida que estes mercados recuperem dos períodos anteriores de crescimento negativo.”

“Olhando para o mercado residencial de Londres, o Property Clock mostra que a procura por produto residencial no Centro de Londres abrandou no último trimestre e espera-se que continue a cair. Esta situação foi motivada pelo aprofundar da incerteza económica global, especialmente no que diz respeito à China, mas também, e de forma mais significativa, pela imposição de uma taxa adicional de 3% de Imposto de Selo aos compradores e investidores numa segunda habitação na cidade”.

“Similarmente, espera-se que o mercado residencial do Dubai continue a registar um abrandamento na valorização dos ativos, fruto de uma atividade moderada de vendas ao longo do último ano”.

“Acreditamos que a baixa de preços do petróleo e a instabilidade geopolítica tiveram um impacto negativo no sentimento dos investidores, o que de alguma forma ajuda a explicar esta tendência. O fortalecimento do dólar norte-americano, que torna os imóveis dos Emirados Árabes Unidos mais caros para os investidores vindos de fora, ainda acentua mais aqueles fatores.”

“Após o rápido aumento dos preços residenciais e das rendas registado entre 2012 e 2014, o mercado está agora a passar por um período de estabilização. A JLL prevê que este abrandamento continue em 2016 à medida que o mercado se ajusta a níveis mais baixos de atividade”.

Numa análise ao mercado residencial em Lisboa, Patrícia Barão, Head of Residential da JLL Portugal, considera que “a crescente projeção internacional e atratividade turística de Lisboa devem igualmente contribuir para o aumento da procura neste mercado, já que os investidores internacionais vêem na capital portuguesa oportunidades ímpares para investir em imobiliário residencial no contexto europeu. E mesmo com os preços de venda a atingirem níveis já bastante elevados nas zonas prime de Lisboa, estão ainda assim abaixo do que se encontra na grande maioria das capitais europeias”.

“O mercado de arrendamento de curta duração está igualmente dinâmico, e a forte procura por este tipo de produto levou os promotores a desenvolverem projetos desenhados para o investimento imobiliário puro, passando a ser comuns os apartamentos turísticos e o conceito de Hotel Apartamentos. Cada vez mais, os promotores terão de responder às exigências dos mercados externos, considerando os diferentes mercados-alvo e afinando o mix das tipologias de acordo com os objectivos dos diferentes compradores”, defende Patrícia Barão.

Fonte: JLL