quinta-feira, 19 de maio de 2016

Luís Lima: CIMLOP renova mandato em defesa da lusofonia

Reeleito há dias em Maputo como presidente da Confederação da Construção e do Imobiliário dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CIMLOP), por insistência unânime dos representantes de todas as estruturas que integram a confederação sinto o peso da renovação desta confiança e a urgência em aprofundar os objectivos que levaram à constituição da própria CIMLOP, em Maio de 2010.

Aceitei esta recandidatura no seguimento da última reunião de Direção da CIMLOP, que decorreu em Lisboa, no passado mês de Outubro, durante a qual ficou clara a insistência unanime numa renovação do meu mandato, para dar continuidade ao trabalho que tem sido desenvolvido na divulgação e implementação deste projeto. No triénio que agora se inicia a prioridade máxima vai para a criação e consolidação de redes e parcerias entre os países integrantes.

Não é demais recordar que a Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa (CIMLOP) é um organismo que visa captar investimentos, nas áreas da construção e do imobiliário, para os países do espaço da lusofonia a que pertencem as associações integrantes da CIMLOP, que conta hoje com a representação de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

A recente assembleia geral eleitoral da confederação teve lugar em Maputo durante a Expoconstrução – Tektónica Moçambique, uma mostra organizada pela Fundação AIP e pelo IPEX com o apoio da CIMLOP, um apoio que foi reconhecido pela própria organização da feira ao atribuir à CIMLOP o Prémio Expoconstrução Tektónica Moçambique, galardão que recebemos com muito orgulho.

Estivemos aliás muito bem acompanhados na Gala da Entrega dos Prémios Cooperação Portugal-Moçambique / Expoconstrução Tektónica, organizado pela Fundação AIP, já que o Prémio Personalidade do Ano Cooperação Portugal Moçambique foi atribuído ao Presidente do Banco BCI, Dr. Paulo Sousa, um amigo de longa data e um gestor financeiro que bem conhece a realidade do imobiliário ao nível global.

Uma dimensão global onde o nosso espaço da Lusofonia - de Luanda a Lisboa, de Brasília a Maputo, da Praia a Dili, de Bissau a São Tomé - tem um peso crescente que não podemos nem devemos descurar se quisermos que o imobiliário, nas suas múltiplas vertentes, continue a afirmar-se como um dos pilares do crescimento e do desenvolvimento das nossas Economias. Seja na construção do novo, seja na reconstrução do antigo, seja mais virado para o turismo, seja mais virado para o segmento residencial, ou para o não residencial.

Na capital Moçambicana, há dias, a CIMLOP renovou o seu empenho na declarada intenção de captar investimentos para os países de origem das associações que a constituem, assumindo-se como estrutura de cúpula, na Lusofonia, de uma actividade que é um dos principais esteios para um verdadeiro crescimento com desenvolvimento. Determinante para que o imobiliário faça sempre parte da solução e que nunca se transforme num problema.

Luís Lima

Fonte: Apemip