segunda-feira, 16 de maio de 2016

Nem ouvem nem fingem que pretenderão ouvir

Um amigo, de formação jurídica, conta amiúde um episódio protagonizado há algumas dezenas de anos por um grande advogado português que ousou enfrentar um juiz que parecia dormitar quando o advogado apresentava ao tribunal as respetivas alegações finais. Na circunstância, o advogado interrompeu a alegação que proferia gerando um tal silêncio no tribunal que o próprio juiz acordou.

“O senhor doutor não quer continuar”, questionou o juiz que logo ouviu, da parte do advogado, o que não esperava ouvir - “não quis privar vossa excelência das minhas palavras”. Agastado com esta resposta, o magistrado disse que estava a ouvir com atenção o advogado levando, em resposta, um segundo recado ainda mais forte - “Não duvido, mas o formalismo do tribunal é tal que mais importante do que ouvir é parecer que se está a ouvir”.

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Fonte: SOL