segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Crescimento das rendas de escritórios na Europa no 2º trimestre de 2016 é o mais forte dos últimos 5 anos

As rendas dos escritórios prime na Europa aumentaram 1,5% no 2º trimestre de 2016 face ao trimestre anterior. Além de acelerar face aos 0,7% de variação trimestral observados no 1º trimestre do ano, esta é também a subida mais forte dos últimos cinco anos, superando as regiões da América e da Ásia-Pacífico. Estocolmo foi o mercado europeu a registar o crescimento mais expressivo, com as rendas a aumentarem 9,4% em termos trimestrais, seguido de Berlim (+6,3%).

“A procura de escritórios está a mostrar-se bastante resiliente em muitos dos principais mercados de imobiliário comercial do mundo, apesar da crescente incerteza política e económica estar a gerar uma atitude mais cautelosa por parte dos ocupantes corporativos”, disse Jeremy Kelly, Diretor de Global Research Programmes da JLL. “Os fundamentals do mercado estão bastante sólidos e a procura corporativa está a resistir bem, especialmente na Europa Continental. Estocolmo, em particular, foi o mercado estrela da Europa no trimestre, com um pico na procura a impulsionar as rendas em 9,4%”.

Berlim (+6,3%) também exibiu um crescimento expressivo nas rendas no 2º trimestre, liderando entre as cidades alemãs monitorizadas, onde a procura continua a estar bem acima da média de longo-prazo. Em Paris (+3,4%), uma oferta nova limitada e uma absorção mais robusta impulsionaram as rendas prime pelo quarto trimestre consecutivo. Na Europa do Sul, Milão (+2,0%) continuou o bom momento de recuperação, enquanto Barcelona (+3,7%) e Madrid (0,9%) mantiveram um percurso sólido.

Portugal. Em Lisboa, a renda prime de referência manteve-se inalterada em termos trimestrais, evidencia o research global da JLL, confirmando os dados revelados no mais recente Market Pulse emitido pela JLL Portugal. Neste documento que analisa o mercado português durante o 2º trimestre de 2016 e recentemente divulgado, a consultora evidencia a estabilização trimestral da renda prime de escritórios em Lisboa nos 18,5 euros/m2/mês, destacando, contudo, que em termos homólogos a tendência é já de subida (+1,4%). Além disso, refere ainda a JLL Portugal, apesar da estabilização no valor de referência (registado no Prime CBD), outras zonas do mercado de Lisboa têm exibido crescimentos nas rendas, com especial destaque para o Parque das Nações e Corredor Oeste, com aumentos trimestrais de, respetivamente, 3,6%, e 9,1%.

O relatório global da JLL mostra ainda que, na sequência do referendo relativo à saída do Reino Unido da União Europeia, as rendas de referência em Londres se mantêm inalteradas, até agora, quando comparadas com o 1º trimestre do ano. Além disso, diz o research, os períodos de carência de rendas neste mercado podem ser atenuados à medida que os ocupantes procuram negociar termos mais flexíveis nos contratos de arrendamento. O voto a favor do Brexit teve, até agora, poucos efeitos no crescimento das rendas fora do Reino Unido, sublinha ainda a JLL.

Crescimento das Rendas na Europa no 2º semestre de 2016. Considerando o segundo semestre do ano, antecipa-se um crescimento sustentado das rendas nos mercados de escritórios prime na Europa, com variações entre 2,5% e 3% na Europa Ocidental a poderem superar a média a 10 anos durante os próximos cinco anos. Estocolmo e Madrid deverão ser os mercados com melhor performance da região em 2016.

“Em Londres, as rendas e os incentivos poderão ficar sob pressão em alguns segmentos de mercado, apesar da baixa disponibilidade associada a uma base cada vez mais diversificada de ocupantes estarem a funcionar como uma forma de atenuar o impacto que um sentimento mais fraco de mercado possa vir a ter”, acrescenta Jon Neale, Head de UK Research, JLL. “A nossa prioridade na segunda metade do ano será monitorizar a atividade dos ocupantes e outros desenvolvimentos, apesar de ser improvável conseguirmos retirar conclusões reais sobre implicações de longo prazo no mercado até que a natureza do Brexit se torne mais visível à medida que formos avançando para 2017. Até agora, contudo, o nosso research mostra que a grande maioria dos negócios de ocupação que estavam em curso no momento do referendo continuam a decorrer conforme previsto”.

Fonte: JLL