segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Office Flashpoint: Ocupação de escritórios até agosto já supera os 90.000 m²

O mercado de escritórios de Lisboa absorveu uma área de 91.110 m² no acumulado dos primeiros oito meses de 2016, num crescimento anual de 30% na atividade ocupacional e traduzindo a realização de 130 operações. Um momento positivo para o qual muito tem contribuído o trabalho desenvolvido pela JLL, que assessorou a colocação de 29% da área total transacionada até agosto.

Não obstante este crescimento e no que diz respeito à performance mensal do mercado, agosto foi o mês menos dinâmico, tendo sido transacionados apenas 3.918 m². Um valor que ficou 49% abaixo do registado no mês anterior e inferior em 71% face aos níveis de absorção de agosto de 2015, apurou a JLL.

O Office Flashpoint nota ainda que no mês em análise foi realizada apenas uma transação com área superior a 1.000 m², nomeadamente a expansão de área em 1.500 m² dos escritórios de uma das maiores empresas globais de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing no Arquiparque I, em Miraflores (Corredor Oeste), a qual contou com a assessoria do departamento de Office Agency da JLL. Pela sua dimensão, esta operação contribuiu também para que o Corredor Oeste (Zona 6) tenha sido a zona mais ativa no mercado de escritórios de Lisboa em agosto, concentrando 38% da absorção total do mês, seguida depois do CBD (Zona 2), com 19%. Com uma quota de 27%, a Nova Zona de Escritórios (Zona 3) manteve-se como a mais ativa do mercado de Lisboa no acumulado do ano, seguindo-se o CBD e o Prime CBD (Zona 1), que concentram 22% e 21% da área ocupada, respetivamente.

A análise do Office Flashpoint revela ainda que o setor “TMT’s & Utilities” voltou a ser o mais representativo na tomada de escritórios em agosto, com 49% da área ocupada mensal, seguindo-se depois “Outros Serviços” (16%) e os “Consultores e Advogados (15%). Considerando o volume acumulado do ano, o podium continua a ser liderado pelos setores de “Serviços a Empresas” (37%), “TMT’s & Utilities” (23%) e “Serviços Financeiros” (14%).

Nota positiva para o facto de em agosto a absorção líquida ter correspondido a 68% da área total transacionada, com este indicador a ser apurado a partir da soma das operações motivadas por Expansão de Área (48%) e pela Entrada de Novas Empresas na Região de Lisboa (21%). Em termos a acumulados a Mudança de Edifício continua a ser, contudo, a principal motivação das empresas, pesando 57% na absorção total do ano, fazendo com que a absorção líquida de 2016 esteja em torno dos 43%, correspondente à soma das operações de Expansão de Área (37%) e da Entrada de Novas Empresas na Região de Lisboa (6%).

Fonte: JLL