quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Comportamento do mercado de escritórios em 2016 em linha com 2015

Em 2016, a área de escritórios contratada totalizou 140.946 m2. Um valor que apesar de ser ligeiramente abaixo do registado de 2015 (144.513 m2), cerca de 2%, apresenta um crescimento da área média de escritórios contratada em Lisboa, de 562 m2 para 719 m².

Foram registadas 196 operações, correspondendo a menos 61 transacções do que em igual período do ano anterior. O Corredor Oeste (Zona 6) e o CBD (Zona 2), com 56 e 46 operações respectivamente, foram as zonas com mais registos, representando 18% e 20% da área transaccionada. No extremo oposto, a Zona Secundária (Zona 4) registou apenas 4 operações durante o ano 2016.

Analisando a distribuição geográfica dos m² colocados, a Zona 3 (Zona Emergente) registou o maior crescimento da área contratada entre Janeiro e Dezembro de 2016 face a igual período de 2015, com mais 32.766 m², mais 301%.


Take Up Médio por Transacção – Dezembro de 2016

A superfície média contratada por transação, entre Janeiro e Dezembro, aumentou cerca de 28%, de 562 m2 em 2015 para 719 m2 em 2016.

A Zona Emergente (Zona 3) e o Prime CBD (Zona 1), com variações de respectivamente, 316% e 37%, foram as que registaram maior variação na superfície média contratada por transacção, entre Janeiro e Dezembro de 2016, face a igual período de 2015.

Avaliando a absorção por intervalo de área contratada entre Janeiro e Dezembro do ano em curso, nas Zona Secundária (Zona 4) e Corredor Oeste (Zona 6) pelo menos 50% das transações dessas zonas registaram uma superfície inferior a 300 m2. Com uma superfície superior a 800 m2 registaram-se 37 transacções (cerca de 20% do total).

Do total da área contratada de Janeiro a Dezembro de 2016, 1% são em edifícios novos e os restantes 99% em edifícios usados.

No mês de Dezembro de 2016, o sector “Serviços Financeiros” destaca-se, tendo sido responsável por 64% da área contratada (15.922 m2 de 24.705 m2).



Fonte: Aguirre Newman/ LPI

























































Paulo Silva, Managing Director da Aguirre Newman Portugal refere: “Os valores finais alcançados em 2016 estão em linha com as projecções feitas pela Aguirre Newman, não querendo deixar de sublinhar a sua preocupação pela escassez de grandes áreas de escritórios no centro da cidade de Lisboa e no Parque das Nações, destacando a forte queda da colocação de escritórios nesta última, de aproximadamente 25.200 m² (2015) para 7.300 m² (2016), devida única e exclusivamente à ausência de escritórios. A reforçar esta ideia temos edifícios novos e/ou reabilitados em pipeline com ocupações próximas dos 100%. Para 2017 dificilmente serão alcançados os níveis de absorção de 2015 e 2016, dada a insuficiência da oferta”.




Fonte: Aguirre Newman Portugal