sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Este ano a subida do preço das casas deverá ser mais acentuada em Lisboa e no Algarve

Ainda que os preços das casas estejam a subir nas três regiões analisadas pelo Portuguese Housing Market Survey (PHMS), Algarve e Lisboa são aquelas onde a subida deverá ser mais acentuada ao longo dos próximos 12 meses, estimam os mediadores e promotores imobiliários que respondem a este inquérito mensal de confiança para o mercado residencial produzido pelo RICS e pela Confidencial Imobiliário.

De acordo com os resultados apurados em janeiro, as projeções para este ano apontam para um aumento do preço da habitação de cerca de 4% nestas duas regiões, enquanto que na região do Porto se antevê um crescimento mais lento.

“Os preços estão a subir em todos os mercados cobertos pelo inquérito. Nas regiões de Lisboa e do Algarve de forma mais intensa, mas a Área Metropolitana do Porto segue um caminho semelhante”, começa por explicar Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário. “A principal dificuldade mencionada pelos inquiridos atualmente é a escassez de casas, tanto para vender como para arrendar. Mas principalmente para vender, observando-se um abrandamento na procura para arrendar. As condições de mercado encontram-se claramente favoráveis à dinâmica imobiliária e as expetativas apontam para que os preços e a procura continuem a crescer em 2017.”

Os resultados do PHMS de janeiro mostram uma nova aceleração na subida dos preços das casas a nível nacional, evidenciando ainda que a procura no mercado de compra e venda continua a superar a oferta. Ainda assim, esta última recuperou ligeiramente em janeiro, com as novas angariações de fogos para a venda a aumentarem marginalmente pela primeira vez em seis meses. 

As vendas acordadas registaram neste mês um forte aumento em todas as regiões cobertas pelo PHMS (Lisboa, Porto e Algarve) e, com a procura a manter-se superior à oferta, os preços das casas continuam em ritmo ascendente.

Também no mercado de arrendamento, a oferta continua pouco dinâmica, em contraste com a procura por parte de arrendatários, que continua a subir de forma robusta. Esta é uma tendência que se tem vindo a verificar, em grande parte dos últimos dois anos, o que tem levado a que as rendas se mantenham firmemente em trajetória ascendente.

Em comentário aos resultados de janeiro do PHMS, Simon Rubinsohn, Economista Sénior do RICS, afirma: “Confirmou-se que o crescimento do PIB em Portugal ultrapassou a média da zona euro pelo segundo trimestre consecutivo no 4º trimestre de 2016. A segunda metade de 2016 registou o maior crescimento económico semestral desde 2010. Não obstante, como um todo, a economia permanece 4% abaixo de 2008 e será́ necessário uma melhoria sustentada para continuar a apoiar o mercado imobiliário.” 

Fonte: Ci